O processo de Restauração
Sendo a nossa alma a sede do caráter, personalidade e intelecto, centro da vontade, das emoções e dos sentidos, ela se tornou o lugar preferido do diabo para nos atacar com as coisas do mundo.
… veio para roubar, matar e destruir. ( João 10:10)
Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge procurando alguém para devorar. ( 1 Pedro 5:8)
Amor e relacionamento
A Palavra de Deus se traduz em amor e relacionamento. Como é possível amar sem se relacionar?
Deus criou o homem para se relacionar com ele, para ter um relacionamento de amor com o homem.
Deus criou o casamento para o homem se relacionar com o próximo.
Deus deu ao homem o jardim para o guardar e cultivar, ou seja, para que se relacionasse com a natureza.
E tudo isso em amor e por amor.
Deus insiste em se relacionar com o homem. Não é estranho a ideia de Pai e Filho que não se relacionam? Mas, se cada um não estiver bem consigo mesmo, como poderão relacionar-se bem? Como ter a capacidade de amar e ser amado?
Se não passarmos pelo processo de restauração estaremos amando e nos relacionando de forma superficial e incompleta.
Meus queridos, foi pago um alto preço por nós ( 1 Corintios 6:20 e 7:23).
Jesus se tornou maldição por nós ( Gálatas 3:13) e nos livrou dela…
Portanto o nosso problema é que desejamos pouco, queremos pouco e pedimos mal ( Tiago 4:3).
Eu quero mudanças na minha vida; sou filha, herdeira das promessas. Precisamos crer que a Palavra de Deus restaura a nossa alma todos os dias!!
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.. ( João 8:32)
O meu encontro com Jesus foi quando eu tinha aí pelos 17/18 anos de idade. Sempre me considerei uma boa filha até os 15 anos, quando comecei a namorar e o meu pai não gostou nada da situação. Ele era meio estilo “coronel” e resolvia tudo na base da força.
Sem eu saber ele ameaçou o meu namoradinho e o rapaz sumiu. Eu fiquei muito triste por um tempo mas a vida continuou. Eu não sabia que o rapaz tinha sido ameaçado por meu pai.
Um dia eu ouvi uma conversa do meu pai e minha mãe e este era o assunto. Virei uma onça. Senti muita raiva dele. Essa raiva já tinha antecedentes: ele batia na minha mãe quando ela ia nos defender em alguma causa; era muito cruel com os meus irmãos.
Cansei de ver aquele revolver apontado para a cabeça de meu irmão caçula só porque ele não queria comer arroz. Ele não come arroz até hoje.
Comecei a desobedecer, coisa que eu nunca tinha feito. Eu o amava e respeitava, mas ele me traiu, era o que eu pensava. Comecei a sair quando bem entendia, voltar a hora que bem entendia. Deixei ele pensar horrores a meu respeito.
Um belo dia, eu estava voltando da escola e um rapaz que conheci no ônibus me convidou para ir ao Baile de Aleluia. Sábado, antes do Domingo de Páscoa.
Bem, lá fui eu. Minha saia tinha pouco mais que um palmo. Usei uma camisa justa amarrada logo abaixo dos seios ( parecia mais um top). Tinha um cabelo enorme que me batia na cintura. Me maquiei e lá fui eu toda serelepe.
Mas ao encontrar tal rapaz, ele me disse que teríamos que passar na igreja da mãe dele antes, porque tinha prometido pra ela. A igreja ficava quase de frente para o Clube.
Era uma igreja presbiteriana tradicional em Belo Horizonte…
Entrei e o que mais me impressionou é que ninguém me olhou diferente pela roupa que eu estava vestindo. Me trataram como se eu estivesse vestida dos pés à cabeça.
E foi ali, participando de uma vigília que Jesus me encontrou… foi o começo…
A partir daquele dia começou o processo de restauração.
Restaurar é voltar às raízes, fazer voltar ao que era antes.
E o que o homem era? Santo, puro, este é o processo da nossa vida – a busca da santificação.
E viveremos um dia de cada vez, assim.
Nascemos de novo e estamos em processo de santificação até a volta de nosso Senhor Jesus Cristo.
Então somos sarados e podemos contribuir para a restauração de nossa família. Como?
Isso eu respondo num próximo post!
Bênçãos do Senhor sobre sua vida!
Beth Alves
