LEITURA BÍBLICA: Salmo 1:1-6
“Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos impios perecerá”
“Me diga com quem andas que te direi quem és” – ouvi este ditado popular muitas vezes deste bem pequena. Sempre fui alertada pelos meus pais a não conviver com pessoas de má índole, a não tê-las como exemplo e a não compartilhar com elas minha intimidade.
Isso não significava que eu deveria me isolar, não era isso. A ideia deles é que devemos sim viver em sociedade, participar de todos os eventos sociais na escola, no trabalho, família, amigos e onde fossemos chamados a participar, mas em termos de amizade, um relacionamento mais pessoal não era para qualquer pessoa e principalmente para aqueles que eles não consideravam pessoa de caráter.
Ou seja, eu deveria me afastar das pessoas que poderiam me influenciar negativamente ou que poderiam fazer passar uma imagem equivocada a meu respeito. Fui bem rebelde com relação a isso durante a minha adolescência considerando meus pais uns chatos e preconceituosos.
Mas ali pelos meus 17 anos, quando conheci o Senhor e Ele se deu a conhecer a mim, entendi o propósito de todo aquele ensino e sou muito grata a eles pelo cuidado que tiveram comigo e com meus irmãos. Entendi o Salmo 1.
Entendi que minha missão é viver em sociedade sendo exemplo de conduta (testemunha) e que devo ouvir de tudo (não tem muito jeito de não ouvir), mas eu não ando conforme o conselho dos impios – é uma escolha. Passo pelo mesmo caminho em que os pecadores passam mas escolho não pecar – mais uma escolha. E, de forma alguma, compactuo com os escarnecedores, não me assento com eles para maquinar o mal. Compartilho as grandezas de Deus – outra escolha.
O Salmo 1 me lembra um texto de uma carta de um cristão anônimo do século II, endereçada a um não cristão de nome Diogneto, onde ele descreve o modo de vida do povo cristão.
“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por território, nem por língua, nem pela maneira de vestir. Eles não moram em cidades próprias, não usam uma linguagem particular, nem levam um tipo de vida especial. A sua doutrina não é conquista do gênio irrequieto de homens perscrutadores; nem professam, como fazem alguns, um sistema filosófico humano.
Vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte reservada a cada um, e adaptando-se aos costumes da localidade, na maneira de vestir, de comer, e em todo o resto do seu viver, dão exemplo de uma forma de vida social maravilhosa, que, como todos confessam, tem em si mesmo qualquer coisa de incrível. Vivem em sua respectiva pátria, mas como gente estrangeira; participam de todos os deveres como cidadãos e suportam as obrigações como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é pátria para eles e qualquer pátria lhes é terra estrangeira.
Casam-se como todos os outros e geram filhos, mas não os abandonam. Têm em comum a mesa, mas não o leito. Vivem na carne, mas não segundo a carne. Passam a sua vida na terra, mas são cidadãos do céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com o seu modo de vida superam as leis. Para dizê-lo em uma palavra, os cristão são no mundo o que a alma é no corpo”
Lindo, não é?
Aleluia!