Textos básicos:
Mateus 4: 1 – 11
Lucas 4: 1 – 13
A história da tentação começa bem antes da tentação de Jesus. Começa com a tentação no jardim, jardim este que Deus plantou no Éden.
A serpente com “palavras” convenceu Eva a comer do fruto que o Senhor dissera que dele, eles, homem e mulher, não deveriam comer.
A mulher ouviu a serpente e “as palavras” da serpente mudaram a sua mente. “As palavras” da serpente tiveram mais poder que “as palavras” de Deus na vida da mulher ali no jardim.
Mas observem que o pecado teve uma sequência. não foi assim de uma hora para outra.
Primeiro, os instintos físicos da mulher foram tentados: “a árvore era boa para se comer”
A fome, ou nem tanto a fome, mas a vontade de comer. Temos a necessidade de nos alimentar e isso muitas vezes ultrapassa a necessidade, chegando à gula.
Em segundo lugar, já ouviu aquela frase: “a gente come com os olhos”. Pois é! Ninguém resiste a um belo prato, bem apresentado, não é mesmo? E neste o fruto devia ser muito bonito e atrativo, pois a Bíblia diz que era “agradável aos olhos”.
Em terceiro lugar, “árvore desejável para dar entendimento”. Olha aí o desejo de saber mais… o orgulho de conhecer mais do que o outro… a curiosidade exagerada. E conhecimento é poder, e o homem tem sede de poder. Foi ali que tudo começou.
Depois de Gênesis, tem um outro texto muito interessante que eu gostaria de compartilhar com vocês. Deuteronônio 17: 14 – 20. Olha só que coisa interessante!
Em Deuteronômio Deus já avisa ao povo de Israel que eles vão querer um rei, futuramente. E deixa orientações claras para que este soberano não tivesse soberba no coração e não pensasse ser melhor ou maior do que os outros.
Além disso, o rei deveria escrever, fazer uma cópia do livro da lei, ler a lei todos os dias para aprender do Senhor com a finalidade de guardar “todas as palavras” e as cumprir.
Que maravilhosa sabedoria de Deus!
Mas não foi assim que aconteceu e nós sabemos que Salomão se corrompeu em todas as três áreas assim como outros reis.
Mas com Jesus era diferente.
Para começar seu ministério ele foi batizado e o Espírito Santo desceu sobre ele em formato de pomba.
Cheio do Espírito Santo, ele foi guiado também pelo espírito no deserto durante 40 dias e 40 noites, sendo tentado pelo diabo.
Não comeu nada aqueles dias e teve fome.
Primeira tentação – se és filho de Deus manda que estas pedras se transformem em pão.
Mesma área que o homem foi tentado no jardim – a árvore era boa para se comer…
Jesus responde com a Palavra: Está escrito: Não só de pão viverá o homem.
Deuteronômio 8:3
Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR, viverá o homem.
E tudo que procede da boca de Deus á a Palavra.
Segunda tentação – mostrou a Jesus todos os reinos do mundo e disse: Darte-ei toda essa autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue e a dou a quem eu quiser.
Mais uma vez, Jesus respondeu com a Palavra: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele darás culto.
Deuteronômio 6:13
O SENHOR teu Deus temerás, e ele servirás, e pelo seu nome jurarás!
No jardim, o homem foi tentado também pelos olhos: agradável aos olhos.
Terceira tentação: atira-te daqui abaixo.
Jesus responde com Deuteronômio 6:16
Não tentarás o SENHOR teu Deus.
Em tudo que Jesus foi tentado ele venceu.
Lucas 4:13 diz que
Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até o momento oportuno.
E Mateus completa dizendo:
eis que vieram anjos e o serviram.
Jesus venceu todas as tentações com a palavra.
O texto relata que ele usou o texto de Deuteronômio. Deuteronômio em hebraico é devarim – palavras.
Ele literalmente respondeu com a Palavra.
1 João 2:16 diz
porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não procede do pai mas procede do mundo.
Assim, que possamos pensar nestas áreas, na nossa vida e seguindo nosso mestre responder com a Palavra. Estar impregnados da palavra.
Essa é a nossa arma.
