Yad Vashem – Começando o curso

Depois de uma boa noite de sono, acordamos e tomamos um belo café da manhã. Como era Shabbat quase tudo estava fechado em Jerusalém. Assim, foi um tempo precioso para encontrar os colegas de outros países que iam chegando aos poucos.

tres

Maria Isabel, Melissa e eu

Nosso almoço foi muito divertido com a incrível Maria Isabel, nossa companheira vinda do México. Maria Isabel ensina teatro para crianças em Tabasco. Alegre, com um coração super sincero, ela anima o ambiente. Conversamos bastante, depois descansamos e já era hora de encontrar mais colegas de curso que estavam chegando.

mais gente

E encontramos Katerine vindo do Peru, Ketlin da Costa Rica e Juan Inácio vindo da nossa vizinha Argentina. Foi um tempo agradável, quando compartilhamos um bom chimarrão trazido por Juan Inácio porque estava frio, viu!!!

Como nosso curso começaria com um jantar a noite fomos dar algumas voltas por Jerusalém. Nossa primeira aventura foi seguir a Av. Jafa direto até a cidade velha. Eu, Genarina (Panamá), Melissa (Brasil), Maria Isabel (México), Anatolio (Panamá) e Juan Manuel (Argentina) – na foto que eu tirei. Almoçamos num restaurante de trabalhadores onde não se falava nada além de Hebraico e tivemos ajuda de um Cliente que sabia um pouco de inglês e nos auxiliou com os pedidos. Voltamos ao hotel de trem – muito bom andar naquele trem, viu (olha a mineira falando) e tratamos de nos arrumar para o jantar com a Eliana Rapp, diretora do Yad Vashem.

Acima uma foto do Jantar com Katerine (Peru), Ana Cláudia (Também do Brasil) eu, Gisela (cabelo curto, de costas – Uruguai) e Roxana (Argentina). Em pé, fotografando, está a Miryam, esposa do Pedro (Uruguai). Foi um tempo de apresentações, dinâmicas, entrega de material. E o grupo começava a se conhecer, compartilhando os objetivos de cada um para este período em Jerusalém.

E depois do jantar, descansar porque as aulas começavam no outro dia bem cedo.

Beth Alves

A viagem a Israel -chegando em Jerusalem

Duas viradas de ano a bordo do avião. A primeira francesa e a segunda brasileira. Muita alegria naquele voo dia 31 de dezembro de São Paulo a Paris. Cheguei por volta das 11 da manhã – horário de Paris – e aguardei até 17:30 horas para embarcar novamente de Paris para Tel Aviv.

air franceComo boa brasileira, entabulei conversa com várias pessoas e acabei encontrando um grupo de irmãs católicas que ia a Jerusalém para um curso de um mês. Uma simpatia, elas.

Dentro do avião tive a grata surpresa de me sentar ao lado de uma francesa que acompanhava a filha também francesa casada com um israelita. Estava viajando para ajudar a filha que levava três crianças: um de sete anos e dois gêmeos de um aninho apenas. Além do francês a senhora falava inglês e espanhol, o que tornou mais fácil a nossa comunicação.

Ela contou sobre a situação difícil que passa o povo judeu na França atualmente por conta do antissemitismo e que a decisão da filha de mudar para Israel se deveu a isso. Foi uma viagem bem tranquila chegando a Tel Aviv por volta das 23:30 horas.

nesherPassei com tranquilidade pelo controle de passaporte, apanhei as malas e fui tomar o táxi coletivo Nesher. Tudo muito tranquilo. Com eles é só você informar em qual hotel vai ficar hospedado que eles deixam a gente na porta.

Mas um a vez a brasilidade aflorou e durante todo o trajeto conversei com um judeu, um juiz que reside em São Paulo e tem dois filhos morando em Jerusalém. Ele mora na região de Higienópolis, região que conheço bem, pois estudei Teologia na Universidade Mackenzie na Consolação, bem divisa do bairro. O tempo voou pois a conversa estava muito interessante.

prima-park-hotel-jerusalem-jerusalem-jerusalem-district-85670E chego ao Prima Park por volta de meia noite e meia, em pleno Shabbat, muito cansada mas muito feliz. Uma viagem inteira de oportunidades de conhecimento e de relacionamentos. E, encontro novamente Melissa que seria minha companheira de quarto durante todo o período em Jerusalém. Outra alegria! Gente, se eu me achava uma mulher prática, vocês precisam conhecer Melissa. aprendi muito com ela.

Mas isso é para o próximo post…

Beth Alves

A viagem para Israel

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Jerusalém a noite

Foi um grande presente de Deus poder retornar a Israel depois da primeira viagem, há seis anos atrás. O meu coração, desde o ano passado, já estava saudoso demais, uma nostalgia só. Como uma filha com saudades da casa dos pais, era exatamente assim que eu me sentia.

Então, em setembro recebi o convite da Universidade Presbiteriana Mackenzie para um curso de Arqueologia Bíblica em Jerusalém, mais precisamente na Universidade Hebraica. Quatro mil dólares. Não dava pra mim. Sem chance… Fiz como Maria, guardei o desejo em meu coração e segui em frente.

Em outubro, recebo uma mensagem no facebook. Uma amiga postou um link da seleção do Yad Vashem para um seminário sobre o Holocausto. Detalhe: a seleção era para uma bolsa de estudos – toda a parte terrestre gratuita. Não pensei duas vezes, baixei os formulários, preenchi e enviei junto com meu currículo. E mais uma vez guardei tudo no meu coração.

Cheguei a compartilhar com meus alunos de Hebraico as duas seleções das quais eu estava participando: a do Yad Vashem e a do Mestrado. E as respostas vieram, pontualíssimas.E assim, no dia 28 de outubro fiquei sabendo que eu iria para Israel, fazer o curso “Memória do Holocausto e os dilemas de suas transmissão” no Yad Vashem – Escola Internacional para Estudo do Holocausto. No dia 3 de novembro a resposta também positiva com relação ao Mestrado.

Aí começou a correria: passagem, passaporte e recursos. Fui grandemente abençoada pelos meus alunos, que contribuíram para que eu pudesse viajar, me sustentando em oração e contribuindo financeiramente. Sou muito grata a cada um deles.

brasil

Eu, Ana Claudia e Melissa, já no Yad Vashem

E o dia da viagem chegou – 31 de dezembro de 2016. ainda no Aeroporto de Guarulhos conheci Ana Cláudia e Melissa, as duas colegas brasileiras do curso. As duas são de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Foram encontros preciosos.

Embarcamos cada uma num voo diferente, sendo que fui a última a deixar o país.

E aí  minha nova aventura começou….

(continua…)

Beth Alves

Valores do Judaísmo por Mordejai Maarabi – Parte I*

Rabino ensinando a torah a uma criançaA fé do povo judeu conjuga as ideias de estudo e ação. Estudo para a ação. Portanto, o conhecimento da lei pressupõe a realização das tarefas que , longe de marcar um ideal e delinear os horizontes de uma tradição religiosa, propõem a execução (prática) constante de princípios e valores que sustentam a convivência diária.

Os mestres do Judaísmo afirmam que o Todo Poderoso “não criou este mundo para que se mantenha sendo um vazio e uma desordem, e sim para ser habitado”. Assim então, a palavra criadora traz ao universo a palavra educadora. um guia e uma ordem. Guia para a conduta e ordem para continuar criando à imagem e semelhança de Deus.

À luz de nossos patriarcas – aqueles que observaram cada preceito de nossa Torah – é que iluminamos os atos diários, aprendendo a ser, aprendendo a fazer…

*parte tradução de texto recebido do Yad Vashem para leitura preparatória para o curso sobre o Holocausto. Continua nos próximos posts…

Coragem

Leitura Bíblica Josué 1: 1 – 9

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; Josué 1:8 

Coragem

Para realizar as obras que o Senhor requer de nós precisamos de coragem. Não é fácil ir contra a cultura da época, não ser conivente com tanta injustiça e tanta podridão. Não é fácil criar nossos filhos nos caminhos do Senhor. Não é fácil manter-nos em santidade e crescer em sabedoria.

Precisamos de coragem!

Mas de onde vem a nossa coragem? Ou, como podemos fazer todas as coisas que precisamos fazer?

A nossa coragem vem da nossa fé. A nossa fé vem da Palavra – medita nela de dia e de noite para que você cumpra fielmente tudo o que está escrito. A Palavra renova a nossa mente traz mudança de atitude. E mudança de atitude requer coragem. Mas a Palavra é tão forte que nos dá coragem. Então, vamos mergulhar sem medo na maravilhosa Palavra de Deus!

Aleluia!

Beth Alves

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XII

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Amor

Deus resume a totalidade de Seus pensamentos sobre a vida em uma palavra: amor. A definição de Deus sobre amor quer dizer a presença de justiça, provisão, integridade e verdade. De acordo com os planos de Deus, a autoridade do Governo pertence ao povo. A autoridade da Ciência são as imutáveis Leis da Natureza criadas por Deus. A autoridade da Igreja é a aplicação correta da Palavra de Deus. E a autoridade é expressa na Família através do amor. Esse amor, que e definido pela maneira que Cristo amou a Igreja.

Os jovens sentem dificuldade com o fato de que ainda ensino sobre o modelo bíblico sobre a estrutura familiar. Elas acham que esses conceitos são antiquados.  Ao estudar a Bíblia toda, encontro uma estrutura em todas as instituições que Deus criou. Ele criou o homem e o universo para funcionarem assim.

Mas, o que Ele quer dizer com estes textos a seguir?

Ef. 5:22-33 e 6:1-4

“Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo éo cabeça da igreja, que éo seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito” (Ef. 5:22-33).

“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe este é o primeiro mandamento com promessa para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef. 6:1-4).

Dessa forma, se tirarmos o foco da discussão de questões estruturais e de autoridade, percebendo que não se trata de “quem vai levar o lixo para fora?” ou de “quem vai lavar a louça?”, mas de quem é responsável e quando dever ser responsável, então, penso que a perspectiva de Deus fica mais fácil de entender. Por exemplo, se um dos cônjuges se encontra inconsciente no hospital e precisa se submeter a uma cirurgia, quem deve dar o consentimento? Se um dos pais morre em um acidente, quem deve ficar com as crianças? Quem deve ter a responsabilidade financeira pelas crianças até que cresçam e possam cuidar de si mesmas? Os Governos têm de criar leis para guiar decisões como essas que a Sociedade tem de fazer diariamente e nossa cosmovisão sobre a Família vai determinar essas decisões. Na Palavra de Deus, a ênfase é bem clara: uma grande parte da responsabilidade pertence à família.

A autoridade da família está no amor

Existe estrutura e autoridade na família. Agora, como essa autoridade deve ser usada? Quando essa autoridade á abusada ou negligenciada? Quando uma criança deve ser retirada de sua família? Quando uma esposa ou um marido deve desistir de seu casamento? Quando o Governo deve tirar a autoridade dos pais? Como determinamos o limite entre disciplina e abuso de uma criança? Essas são perguntas difíceis! Mas, na verdade, a essência dessas questões é: “quando é que a família tem autoridade e quando é que a comunidade e o Governo entram em cena?”

Como definimos o amor? A Palavra diz que o amor é demonstrado na maneira em que Jesus trata a Igreja e pela forma que uma pessoa cuida de seu próprio corpo. O amor quer dizer: “você é tão importante para mimcomo eu mesmo.” Na verdade, esse tipo de amor quer dizer – você ê mais importante para mim que eu – porque Cristo entregou Sua vida e Seu direito de autoridade pela Igreja. Ele entregou Seu corpo e Sua vida para que nós tivéssemos vida.

Uau! Isso é radical. Maridos, isso significa que, para que vocês tenham autoridade sobre suas esposas, vocês devem ser o exemplo de amor maior. Sua autoridade em casa é fundamentada na qualidade do seu amor! Pais, para que tenham autoridade sobre seus filhos, vocês têm de amá-los. Quanto menos fiel for o seu amor, menos autoridade você terá. Se você agir de uma maneira que é, na verdade, prejudicial ao seu cônjuge ou aos seus filhos, você não terá autoridade nenhuma e eles podem e devem ser tirados de você.

Um cônjuge ou uma criança devem correr risco de morte e suportar abusos porque Deus deu autoridade à estrutura familiar? Absolutamente não! Deus nunca deu a ninguém a autoridade total sobre todas as coisas. Ele é o Único que pode ter esse tipo de autoridade e, assim mesmo, Ele íimita a Si mesmo. Ao nos criar à Sua imagem, Ele limitou Seu controle sobre nossas vidas, dando-nos o livre arbítrio. Essa liberdade traz direitos e responsabilidades para cada um de nós, mas, quando alguém tenta remover essa liberdade em nome de qualquer autoridade, isso é chamado de tirania.

Para entender o que Paulo quer dizer quando ensina que devemos nos submeter às autoridades governamentais, veja como ele mesmo vivia essa submissão. Quando o governo Romano ordenou que ele parasse de pregar, ele desobedeceu à autoridade deles consciente de que seria preso por isso. Havia uma Lei maior sobre a sua fé e suas ações: Deus. Quando o Governo exerceu uma autoridade que não lhe foi dada pelo povo ou por Deus, Paulo entrou em desobediência civil. Só esse assunto daria um livro, mas o que estou querendo dizer aqui é que, ninguém, incluindo a Família, tem autoridade total sobre ninguém. De acordo com as Escrituras, o respeito, a submissão e a obediência nem sempre querem dizer fazer tudo o que mandam. Provavelmente, esse é o conceito mais violado no contexto da Família.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XI

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Provisão

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a família é a primeira linha de proteção contra a pobreza e contra a ruína financeira.

A definição de destituído e de quem deveria alimentar o destituído foi uma das primeiras discussões da Igreja.

Em 1Tm. 5, Paulo deixa claro que, se a pessoa em necessidade tiver família, a família deve assumir responsabilidade e cuidar dela.

Somente se a pessoa não possui alternativa alguma, por exemplo, nem família nem trabalho, então a Igreja deve dar assistência.

O costume dos fariseus era dar o dízimo de tudo, até das ervas de sua cozinha. Jesus os repreendeu por estarem dando menta como dízimo, mas deixando seus pais sem auxílio financeiro.

O livro de Rute reconta a história da viúva Noemi e sua nora também viúva, Rute.

Refugiadas, sem filhos, e sem recursos em uma terra estrangeira, elas retornam para a cidade de origem da família de Noemi, em Israel.

Lá, elas encontram auxílio recolhendo as sobras dos campos de Boaz, o parente mais próximo que tinham, e que, com o seu direito como “resgatador” se casa com Rute, e a traz juntamente com Noemi pra dentro de sua casa.

Que conceito maravilhoso, o “resgatador!” Para Deus, a primeira linha de responsabilidade para com aqueles em dificuldades financeiras é a Família, não a Igreja, comunidade ou Governo.

Em geral, a cultura judaica ainda funciona assim, e é muito raro encontrar um judeu em estado de pobreza, mesmo nos países mais pobres.

Quando eles imigram para um pais, alguns da família vão primeiro, estabelecem-se, e então, trazem os próximos e os ajudam a se estabelecerem e assim por diante.

Eles podem não ser ricos, mas não passam necessidades e, raramente, dependem de alguém de fora da família. Isso não é só uma questão de inteligência, mas também, são os princípios de Deus sobre a responsabilidade da família sendo aplicados.

No mundo individualista em que vivemos hoje, valorizamos a autoconfiança. Isso não é de todo ruim, mas, nas Escrituras está claro que Deus equilibra independência com responsabilidade da família e da comunidade. A visão moderna sobre Família está contribuindo com a pobreza e ruína econômica dos indivíduos e da comunidade.

Família: a primeira linha de defesa – Justiça

Dt. 21:15-21 pode ser perturbador se estamos lendo em busca da aplicação e não do princípio:

“Se um homem tiver duas mulheres e preferir uma delas, e ambas lhe derem filhos, e o filho mais velho for filho da mulher que ele não prefere, quando der a herança de sua propriedade aos filhos, não poderá dar os direitos do filho mais velho ao filho da mulher preferida, se o filho da mulher que ele não prefere for de fato o mais velho. Ele terá que reconhecer como primogênito o filho da mulher que ele não prefere, dando-lhe porção dupla de tudo o que possui. Aquele filho é o primeiro sinal da força de seu pai e o direito do filho mais velho lhe pertence. Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que não obedece ao seu pai nem à sua mãe e não os escuta quando o disciplinam, o pai e a mãe o levarão aos lideres da sua comunidade, à porta da cidade, e dirão aos líderes: ‘Este nosso filho é obstinado e rebelde. Não nos obedece! É devasso e vive bêbado’. Então todos os homens da cidade o apedrejarão até a morte. Eliminem o ma! do meio de vocês. Todo o Israel saberá disso e temerá”.

Essa passagem não é um ensino a favor da poligamia ou da pena de morte para adolescentes.

Na época em que Moisés a escreveu, as tribos eram polígamas e violentas.

A ordem do “olho por olho e dente por dente” já era um a tentativa de conter o sistema em que eles pagavam violência com mais violência. Deus nunca foi ignorante com relação à realidade do povo que estava discipulando.

Deus é realista. Discipulado leva tempo e um passo dado na direção correta, já é um bom avanço.

Ao estudarmos as escrituras como um todo, vê-se que a monogamia é obviamente o ideal de Deus, mas, naquela época da História, eles eram polígamos e, mesmo dentro daquele sistema indesejado, deveria existir Justiça.

A imensa importância dessa passagem e de outras leis parecidas é que: “todos os membros de uma família tem direitos, sejam homens, mulheres ou crianças” e “todos os membros da família têm a responsabilidade de respeitar e cumprir esses direitos.”

Não há registro nas Escrituras sobre qualquer adolescente rebelde sendo apedrejado.

E não acho que é para se surpreender.

A importante mensagem desse texto é a ênfase na responsabilidade dos pais.

Os pais devem investir tempo e ser responsáveis pela disciplina.

Se isso não estiver adiantando, eles devem então trazer o adolescente para os líderes.

É responsabilidade da comunidade, decidir se os pais fizeram tudo o possível e se o adolescente é realmente incorrigível.

Outra passagem ensina que são os pais que devem liderar a aplicação do castigo.

O princípio não é “adolescentes rebeldes devem, ser apedrejados.”

O princípio que Deus está querendo ensinar aqui é que “os pais são responsáveis pelas ações de seus filhos.”

No livro de Ester, vemos um exemplo maravilhoso de responsabilidade familiar sendo cumprido.

Ester é uma órfã e uma refugiada. Mordecai, seu primo, cria a menina como se fosse sua filha. Ele foi um instrumento essencial para que ela se tornasse a Rainha da Babilônia. Mordecai foi um exemplo de paixão por justiça não somente dentro de sua família, mas também, em sua comunidade. Quando o rei pagão, que mantinha os judeus em exílio, estava correndo o risco de ser assassinado, é Mordecai quem descobre e o avisa sobre a conspiração, salvando a vida do rei. Mordecai então pede que Ester use sua posição de rainha e salve o povo judeu de uma conspiração de genocídio planejada por Hamã, outro líder político. Mordecai vivia pela lei do “ame ao próximo como a si mesmo” e exibia isso cuidando de sua família, do país onde vivia e, finalmente, do seu próprio povo. Ele compreendia que Justiça incluía “amar ao próximo.” O simples fato de ter sido um exemplo disso para apenas um só membro de sua família, Ester, que seguiu seu exemplo, resultou na salvação de uma nação. Jesus diz que todas as leis de Deus podem ser resumidas nesta única sentença: ame a Deus e ame ao próximo como a si mesmo. Tiago chama isso de a Lei do Reino14 e fala que mostrar discriminação na aplicação dessa lei é pecado. O que acontece quando crianças presenciam favoritismo em seus próprios lares? Pais que falam de justiça com os estranhos, mas tratam um ao outro injustamente. Um pastor que prega sobre amor aos Domingos, mas espanca sua mulher em casa. Falamos sobre o amor de Deus pelos perdidos, mas mostramos intolerância por grupos étnicos diferentes ou “tipos” de pecadores. Constantemente criticamos nossos Governos, mas não votamos. Como conseguiremos criar filhos que acreditem e sejam exemplos de Justiça, se nós mesmos não somos exemplos dentro dos nossos lares? Como conseguiremos ter influência em nossas comunidades, se não demonstramos interesse e ação dentro de casa? E claro que não conseguiremos. A Família é a primeira linha de defesa contra a injustiça social e individual.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

 

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE X

Família destruidaFamília: a primeira linha de defesa Moralidade

Se somente obedecêssemos apenas um dos mandamentos de Deus, não adulterarás, nós praticamente eliminaríamos:

  • Incesto: em algumas regiões da África do Sul o incesto é responsável por 70% dos casos de abuso sexual.
  • Pedofilia: aproximadamente 10 milhões de pessoas estão envolvidas na exploração de crianças e adolescentes.
  • Aborto: 77% dos abortos foram realizados por mulheres solteiras na Inglaterra e no País de Gales no ano de 2004
  • Doenças sexualmente transmissíveis: a Sífilis atingiu 1500% no Reino Unido e está aumentando.
  • Estupro: mais de 51% dos estupros no Reino Unido são cometidos contra crianças e adolescentes abaixo dos 16 anos de idade.

Não é impressionante?

Hoje, nós cristãos ficamos chocados com a imoralidade sexual.

Mas, na Bíblia, Deus parecia já tomar por certo que essas coisas aconteceriam.

As Escrituras parecem não ter medo de admitir que os seres humanos iriam querer praticar sexo com quase tudo e todos.

Por que outra razão haveria a longa lista em Deuteronômio e Levítico sobre com quem e com o que não se deve ter relacionamento sexual?

Devemos ter adquirido em algum lugar qualquer a ideia de que moralidade sexual é a norma e os desvios, as exceções.

Deus demonstra pensar exatamente ao contrário, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Dê uma olhada nesta passagem:

Lv. 18:5-24 “Obedeçam aos meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles. Eu sou o SENHOR. Ninguém poderá se aproximar de uma parenta próxima para se envolver sexualmente com ela. Eu sou o SENHOR. Não desonre o seu pai, envolvendo-se sexualmente com a sua mãe. Ela é sua mãe; não se envolva sexualmente com ela. Não se envolva sexualmente com a mulher do seu pai; isso desonraria seu pai. Não se envolva sexualmente com a sua irmã, filha do seu pai ou da sua mãe, tenha ela nascido na mesma casa ou em outro lugar. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; isso desonraria você. Não se envolva sexualmente com a filha da mulher do seu pai, gerada por seu pai; ela é sua irmã. Não se envolva sexualmente com a irmã do seu pai; ela é parenta próxima do seu pai. Não se envolva sexualmente com a irmã da sua mãe; ela é parenta próxima da sua mãe. Não desonre o irmão do seu pai aproximando-se da sua mulher para com ela se envolver sexualmente; ela é sua tia. Não se envolva sexualmente com a sua nora. Ela é mulher do seu filho; não se envolva sexualmente com ela. Não se envolva sexualmente com a mulher do seu irmão; isso desonraria seu irmão. Não se envolva sexualmente com uma mulher e sua filha. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; são parentes próximos. E perversidade. Não tome por mulher a irmã da sua mulher, tornando-a rival, envolvendo-se sexualmente com ela, estando a sua mulher ainda viva. Não se aproxime de uma mulher para se envolver sexualmente com ela quando ela estiver na impureza da sua menstruação. Não se deite com a mulher do seu próximo, contaminando-se com ela. Não entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque. Não profanem o nome do seu Deus. Eu sou o SENHOR. Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante. Não tenha relações sexuais com um animal, contaminando-se com ele. Mulher nenhuma se porá diante de um animal para ajuntar-se com ele; é depravação. Não se contaminem com nenhuma dessas coisas, porque assim se contaminaram as nações que vou expulsar da presença de vocês”.

Resumindo:  “não tenha relações sexuais com ninguém a não ser sua esposa.”

Mas, Deus está definindo o que Ele quer dizer com a palavra adultério e enfatizando a destruição que a imoralidade causa, principalmente na família.

Deus só está realçando que a imoralidade sexual dentro da Família causa várias vítimas – os dois envolvidos no ato sexual e as famílias que os cercam.

Atualmente, nós da comunidade religiosa parecemos dar ênfase à devastação da prostituição e da homossexualidade enquanto que praticamente ignoramos o adultério, o abuso sexual, e o incesto, que estão igualmente desenfreados.

Eu nunca ouvi um sermão sobre incesto ou estupro e o impacto que causam na sociedade.

Não estou argumentando aqui que deveríamos desculpar qualquer comportamento sexual destrutivo.

Estou simplesmente dizendo que paramos de ver, pela perspectiva de Deus, a gravidade dessas questões.

Não levamos tão a sério o divórcio e o adultério, mesmo na igreja.

Como podemos criar filhos que irão resistir ao ataque sexual do mundo se eles não veem moralidade em seus lares?

Como podemos ter filhos confiantes e corajosos para enfrentarem o mal, quando tantos segredos de família comunicam uma mensagem contrária ao que Deus diz?

Não devemos nos chocar com as coisas que Deus já previa que iria acontecer?

E se não ensinarmos nossos filhos em casa a amarem e respeitarem seus corpos e a verem o sexo como um ato sagrado de Deus dentro da aliança do casamento, quem os ensinará?

Por favor não pense que eles não irão descobrir o sexo até que “seja hora.”

Quando estivermos atacando os programas das escolas e do Governo que ensinam sobre conduta sexual, vamos nos lembrar de que Deus deu aos pais a responsabilidade de ensinarem e de serem exemplo desses princípios aos seus filhos.

Se eles não fizeram, alguém o fará. Deus quer que esse dever seja seu.

  Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

O cuidado de Deus

Leitura Bíblica: Mateus 6: 25 – 34

Não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. Mateus 6: 34

Cuidado de DeusDeus é bom tem cuidado de nós. Ele diz que não nos ocupemos antecipadamente de nada (não nos preocupemos). Nos ensina a não dever nada a ninguém, senão o amor. Dívidas são um problema e uma grande prisão. Nos ensina a falar da verdade (sim, sim, não, não).

Nos ensina a sorrir sempre. (Alegrai-vos sempre no Senhor).

Nos ensina a integridade sendo que tudo o que é puro, tudo o que é de boa fama, tudo o que é bom ocupe o nosso pensamento. E o que a gente pensa,  a gente é. Então…

E acima de tudo, nos ensina a confiar nele entregando a Ele toda a nossa ansiedade.

Somos livres!

Aleluia!

Beth Alves

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE IX

Família: a primeira linha de defesa Valores (Educação)

FamíliaUma das primeiras coisas que me chamou a atenção no estudo sobre a Família foi a ênfase dada ao tempo que pais e filhos tem que passar juntos e como esse tempo deve ser usado.

Vez após vez, você encontra frases como: quando você caminhar, se deitar, se levantar,” quando você se sentar, escreva (a Palavra) nos batentes das portas da sua casa e em seus portões-“.

Essas são instruções dadas aos pais sobre como ensinar aos seus filhos os princípios de Deus para todas as áreas da vida, e sobre ser um exemplo de como esses princípios devem ser vividos diariamente.

As Escrituras, não só reforçam a responsabilidade e a autoridade dos pais, mas mostram que o envolvimento do Governo e da Igreja no discipulado inicial das crianças deve ser praticamente ausente.

Ouvimos sempre muita reclamação sobre a falta de responsabilidade das nossas escolas, igrejas, e da indústria de entretenimento quanto a ensinar bons princípios às nossas crianças, mas, essa responsabilidade Deus deu aos pais e não a eles.

Não estou querendo defender a imoralidade, a violência e as drogas.

No entanto, ao culparmos a indústria de entretenimento, o Governo, as escolas, as ruas e as armas pelos problemas das crianças, não estamos vendo as coisas como Deus vê.

Estamos dizendo, na essência: “tornem o mundo mais seguro para que meus filhos estejam seguros.” Isso está longe da perspectiva bíblica da realidade. Deus diz:

— Para que seus filhos andem seguros em um mundo inseguro, ensinem e sejam exemplos do que eles precisam saber e entender. O pecado é real e estamos cercados pela maldade. Ensinem seus filhos a escolher o bem ao invés do mal!

Percebemos nas Escrituras que isso leva tempo, e que pais e filhos então estarão fazendo as coisas juntos e usando todas as oportunidades para discutirem como a perspectiva de Deus sobre a vida está relacionada com o nosso cotidiano.

Será que podemos esperar que nossos filhos levem esses princípios a sério, se não os virem nas vidas de seus pais?

Quando chegam à idade escolar, as crianças já sabem, pela maneira como seus pais vivem, se honestidade, justiça, integridade, coragem e se outros atributos de caráter são ou não importantes.

Claro que a escola, os professores, os pastores, a escola dominical, amigos e a cultura podem ter grande influência, mas o lar é a influencia principal na formação da criança e, aos olhos de Deus, claramente, a mais importante.

E a perspectiva de realidade que as crianças usarão para interpretar todas as outras influências que terão em suas vidas.

  Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…