Cidadãos dos Céus

ceus blog beth 0605Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo?
Quem há de morar no seu santo monte?

O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR;
o que jura com dano próprio e não se retrata;
o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente.

Quem deste modo procede não será jamais abalado.

Salmo 15

Hebraico Bíblico Fácil

bethHebraico Bíblico é muito fácil de aprender e requer apenas uma atitude fundamental para o seu aprendizado: obediência. Sim, meus queridos, obediência no que se refere a seguir cada passo e cada regra como de fato ela é sem se desviar deste percurso.

Não dá para aprender Hebraico Bíblico somente assistindo um vídeo na internet ou somente debruçado em uma gramática e muito menos consultando um dicionário sem conhecer as regras de seu manuseio.

Muitos querem aprender mas não são obedientes nem tem a humildade necessária para serem alfabetizados corretamente. Falta-lhes o “coração de criança”.

Vocês podem até dizer que eu estou exagerando, mas façam a prova e verão. A relação entre obediência e aprendizado é bem estreita!!!

E para vocês fazerem a prova eu elaborei um curso básico, com uma linguagem simples para o aprendizado pelo menos da gramática básica do hebraico e do manuseio de ferramentas como léxicos e dicionários. De presente pra você. E só me enviar um e-mail e começamos o processo.

Ah, porque eu não fiz vídeos para o youtube? Porque é muito simples tratar vocês genericamente, mas saber as necessidades de cada um e como te fazer aprender de verdade é o que me importa! É como penso!

Meu e-mail: elizabethalvespinto@yahoo.com.br

Espero seu contato! Shalom!

A vida e obra dEle…

jesus1O ponto central e o assunto mais importante de todos os fundamentos é a vida e a Obra de Jesus. Tudo na vida de um discípulo deriva do relacionamento e do conhecimento que tem da pessoa de Jesus. O objetivo de Deus para nós, como Igreja, é que cheguemos ao “pleno conhecimento do Filho de Deus” (Ef 4:13). Essa é uma jornada para toda a vida, que não pode se limitar apenas à compreensão do estudo abaixo, mas deve prosseguir mediante o estudo da Palavra e da iluminação do Espírito Santo.

Introdução
Jesus não disse que veio trazer uma verdade. Ele disse “Eu sou a verdade”. Jesus não veio trazer simplesmente uma religião, nem uma filosofia, nem um conjunto de regras como código de conduta. Jesus veio trazer Ele mesmo. Ele é a ressurreição e a vida. Para receber esta vida temos que conhecê-lo devemos saber quem Ele é, de onde veio, o que Ele falou, o que Ele fez, onde Ele está, etc.

“Aquele que diz que está em Cristo, deve andar como Ele andou”, como andaremos como Jesus andou, se não soubermos como foi a vida e a obra de Jesus?

“Eu sou o caminho , a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”, João 14:6, Jesus é o único que nos leva ao Pai. Por isso devemos conhecê-lo e saber o que ele fez por nós. Esta proclamação que o evangelho faz da pessoa de Jesus, visa trazer fé aos nossos corações.

1) Jesus Existia Antes de Todas as Coisas

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” Jo 1:1-3

Muitos pensam que Jesus é um ser que nasceu em Belém da Judeia. Mas isso não é verdade. Todos nós começamos a nossa vida quando somos gerados no ventre de nossas mães, antes não existíamos. Mas não foi assim com Jesus. Ele existia muito antes de nascer em Belém. Não como homem, mas como o Verbo de Deus. O Verbo nunca foi criado, Ele era Deus e sempre existiu. Foi ele quem criou todas as coisas.

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas.” Cl 1:15-17

Grandioso é Jesus ! ( Ver também Hb 1:1-3 )

2) Tornou-se Homem

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” Jo1:14

“O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Fp2:6-8

Que tremenda é esta verdade! O Verbo Eterno, criador de todas as coisas, se esvaziou de sua glória e assumiu a forma de homem.

Imagine um homem se transformando num verme. Isto ainda seria pouco para comparar com o que aconteceu a Cristo, porque o homem é criatura e o verme também. Mas quando o Verbo se fez carne foi algo muito mais tremendo! Foi o próprio criador assumindo a forma de uma de suas criaturas. A humilhação de Jesus não começou na cruz, mas sim em Belém, quando tomou a forma de um simples homem.

Nunca é demais salientar que nossa fé é no Deus-homem Jesus Cristo, .Quando o Verbo se fez carne Ele se esvaziou de sua glória de Deus (Jo 17:5), isto é, Ele se esvaziou dos atributos (qualidades e capacidades) de Deus, mas nunca deixou de ser a Pessoa do Verbo. Ele continuou sendo o Verbo, mas agora em carne humana esvaziado de sua glória, mas não totalmente. Ele tinha em sua humanidade toda glória possível da verdade e da graça de Deus (Jo1:14). Isto é um mistério.

Maravilhoso é Jesus ! ( Leia também 1Jo 4:2-3 1Tm 3:16 Rm 8:3 )

3) Teve uma Vida Perfeita e Irrepreensível

“Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” 1 Pe2:22

Primeiro Jesus se esvaziou tornando-se homem. Depois, como homem, continuou se esvaziando. De que forma? Não fazendo nunca a sua própria vontade.

O texto de Fp 2:6-8 diz: ” … se humilhou, sendo obediente até a morte… “. Qual foi o pecado de Adão ? Fez sua própria vontade. Agora, Jesus, o ultimo Adão (I Co 15:45) veio para fazer sempre a vontade do Pai ( Jo 4:34 ; 8:29 ). Por isso as Escrituras dizem que Ele nunca cometeu pecado. Porque nunca fez a sua própria vontade.

O diabo tentou Jesus desde o princípio para que Ele fizesse a sua própria vontade, mas Jesus sempre permaneceu obediente ao Pai até a morte e morte de cruz.

Santo é Jesus ! ( Leia também Hb 4:15; 7:26 I Jo 3:5 )

4) Fez uma Obra Tremenda e Grandiosa

jesus2“Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.” At 10:38

Na vida de Jesus não admiramos somente a sua santidade, mas também o poder que se manifestou no seu ministério. Ele fez muitos milagres prodígios e sinais At2:22. Ele curou enfermos, deu a vista aos cegos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou alimentos, pregou às multidões, fez discípulos e ensinou-lhes a agradar o pai.

Com que poder Ele fez isto? Ele não fez nada como Deus, pois havia se esvaziado da forma de Deus e vivia como homem. Portanto ele precisava do poder do Espírito Santo para fazer a obra de Deus. Por isso o Pai se alegrou tanto no seu batismo, porque naquele momento veio sobre Ele o Espírito Santo (Mt 3:13-17).

Tudo que Jesus fez foi pelo poder do Espírito Santo de Deus.

Era novamente um esvaziamento de Jesus, assumindo as limitações de homem e a sua necessidade do Espírito Santo para cumprir o seu Ministério.

Tremendo é Jesus ! ( Leia também Jo 20:30-31 )

5) Morreu Pelos Nossos Pecados

jesus3“Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co5:21

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.” Is 53:5-6

Todas as pessoas falam e até mesmo os incrédulos sabem que Jesus morreu pelos nossos pecados. Mas não teremos revelação espiritual enquanto não soubermos por que foi necessária esta morte. Por que Deus exigiu a morte de seu único filho?

Para conhecermos o amor de Deus é necessário conhecer também sua santidade e justiça. Deus é perfeitamente santo e perfeitamente justo. Não pode suportar nem mesmo aquilo que para nós seria um “pequeno erro”. Sua santidade se ofende com qualquer forma de pecado e sua justiça exige punição (Rm1:18 ). Assim é Deus.

Se a exigência é assim tão grande, e se só um homem totalmente perfeito pode agradar a Deus, então quem poderá agradá-lo? Será que existe alguém que preenche tais condições? A resposta clara da Escritura é NÃO.

“Não há justo, nem sequer um …” Rm 3:10

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm 5:23.

E qual a conseqüência disto?
“…o salário do pecado é a morte … ” Rm 6:63.

Esta é a morte eterna, o castigo eterno. Quem está sujeito a este castigo ? Toda a raça humana.

Quando o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo, então entendemos como estamos mal diante de Deus e como é grande a nossa dívida para com Ele. Conhecemos a nossa culpa e perdemos a paz. Só então começamos a compreender porque Jesus morreu. Ele morreu para satisfazer a justiça de Deus e aplacar a sua ira. Nós merecemos ser castigados pelos nossos pecados, mas Jesus aceitou ser castigado em nosso lugar. Assim Deus satisfez sua justiça. Por isso Isaías diz que “. . . O Senhor agradou moê-lo” Is 53:10

Se nós somos culpados diante de Deus, como podemos ter paz com Ele? Só temos quando entendemos que Jesus pagou o nosso castigo: ” . . . o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele ” ( Is 53:6 ) . Jesus pagou a nossa dívida. ALELUIA !!!

Vejamos abaixo um quadro completo do significado amplo da morte de Jesus:

Conseqüências do Pecado A morte de Jesus como solução
1) O homem ofendeu a santidade de Deus e provocou a sua ira. (Rm1:18) 1) A morte de Jesus foi propiciatória (Rm3:25 Hb2:17 IJo2:2 IJo4:10), ou seja satisfez a justiça de Deus. ( Não significa que a justiça de Deus foi eliminada, mas sim satisfeita )
2) Por causa disso o homem está condenado ao castigo eterno. (Rm6:23) 2) A morte de Jesus foi um sacrifício (Ef3:24 Ef 1:7). Isto quer dizer que sua morte foi substitutiva, Ele morreu por nós. (IPe2:24;3:18) . Foi uma troca, o justo pelos injustos. Significa que o nosso castigo já foi pago.
3) O homem também se tornou escravo de Satanás e do pecado. (Ef2:2-3) 3) A morte de Jesus foi redentora (Rm3:24 Ef1:7). Isto significa que Ele nos resgatou (Gl 3:13). Ele que não era escravo de Satanás, foi até o “mercado de escravos” e nos livrou (Hb2:14-15) , nos comprou pagando o preço do resgate: Seu precioso sangue. ( At 20:28 Ap 5:9 ).
4) O homem perdeu a comunhão com Deus e não pode mais se relacionar com Ele. (Is 59:2) 4) A morte de Jesus foi reconciliadora (IICo 5:18-21) Cl1:21-22). Reconciliar quer dizer ” fazer a paz”. Quer dizer que afastadas as barreiras o homem pode novamente estabelecer relações com Deus. Como já houve propiciação, sacrifício, e redenção, agora Deus reaproxima o homem d’Ele e faz com que ele goze novamente de sua amizade.

Existe um outro aspecto da morte de Jesus: O fato de que fomos incluídos na sua morte. ( Isto é tratado no assunto Batismo ).

Amado é Jesus !

6) Ressuscitou

jesus4“Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.” At 2:24

Se a morte de Jesus está coberta de glória, quanto mais a sua ressurreição! As Escrituras nos mostram vários aspectos da ressurreição e seu amplo significado. Vamos ver os principais:

  1. a) A ressurreição de Jesus é a sua vitória sobre a morte. (1Co 15:54-57 )

O que é a morte ? A morte não é deixar de existir. A morte física ocorre quando o espírito e a alma deixam o corpo. Quando se quebra a unidade entre o espírito, a alma e o corpo então acontece a morte física.

Para vencer a morte, Jesus precisava de uma ressurreição física, ressurreição do corpo. Um corpo de carne e osso e não um espírito (Lc 24:39-40). Para provar isso Jesus comeu na presença dos discípulos ( Lc 20:20;24-27). Entretanto era um corpo transformado. Não estava preso a espaço nem ao tempo. Podia aparecer e desaparecer. ( Lc 24:31 Jo20:19;26).

Com a ressurreição física Jesus passou a ter novamente a unidade entre seu corpo , alma e espírito. Desta maneira Ele venceu a morte. ( ICo 15:54 )

  1. b) A ressurreição é que produz a fé no Senhor. ( Rm 10:9 )

A fé dos discípulos “entrou em parafuso” depois da morte de Jesus ( Jo 20:19;25 Lc 24:21-22 ). Esta fé foi restabelecida quando Jesus ressurreto apareceu aos discípulos (Jo 20:8;20). Sem a ressurreição física, quem creria no crucificado? Mas pela sua ressurreição ele foi comprovado como Filho de Deus ( Rm 1:4 At 13:33 ) e como juiz universal ( At 17:31)

  1. c) A ressurreição de Cristo é o fundamento de nossa união com Ele.

A nossa fé em Jesus não é um simples pensamento de nossa mente, nem é uma mera aceitação mental das coisas que ouvimos sobre Ele. Nossa fé Nele é poderosa porque nos une a Ele. Toda a nossa vida é ” em Cristo” (Paulo usa esta expressão 164 vezes). O pecador só pode ser abençoado pela obra de Cristo quando é unido a Ele.

Entretanto nós somos homens, e a igreja, apesar de ser um organismo celestial, é um organismo humano. Para que Jesus se tornasse o cabeça deste organismo humano era necessário ser homem para sempre. Por isso necessitava de um corpo humano. Sem a ressurreição do corpo, Cristo teria deixado de ser humano. Pela ressurreição física o Senhor tornou-se homem eternamente, com um corpo transfigurado e glorificado. Ele agora é o “homem do céu” ( I Co 15:47 ) é o Filho do Homem que está no meio dos candeeiros ( Ap 1:13 ) , é o cabeça de uma nova raça ( Ef 1:22-23 ).

A ressurreição de Cristo é, portanto, aquilo que faz a grande diferença entre a fé cistã e a religião dos homens. Homens como Buda, Maomé, Alan Kardek e outros, fundaram suas religiões. Mas onde estão hoje? Estão mortos. Isto prova que não venceram o salário no pecado. Os seguidores destes homens não tem nada mais do que um livro de regras e doutrinas. Eles estão sós. Se este livro não salvou seus escritores, muito menos salvará seus seguidores. Mas nós não temos uma religião, um livro de regras e doutrinas morto e sem poder. Temos uma pessoa viva que vive em nós e nós Nele. Esta é a esperança da glória (Cl 1:27)

  1. d) A Ressurreição de Jesus é a base de nossa ressurreição.

A ressurreição do corpo só é possível pela ressurreição do Senhor Jesus. Pela sua ressurreição ele glorificou e transfigurou a humanidade Nele. Ele é “as primícias” ( I Co 15:20;23 Cl 1:18 ). Sua vitória sobre a morte garante a nossa própria ressurreição ( Rm 8:11 ITs 4:14 ). Seu corpo de glória é o padrão dos nossos futuros corpos (Fp3:20-21 ICo 15:48:49) .

Glorioso é Jesus !

7) Foi Exaltado

“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Fp 2:9-11

Que verdade gloriosa ! Como gostamos de ler falar, repetir e até cantar esta palavra !

Os homens do tempo de Jesus, inclusive os sacerdotes, o julgaram como criminoso e o desprezaram. Mas Deus tinha um julgamento totalmente oposto ao dos homens.

Que dia tremendo foi aquele quando Pedro se levantou e disse: “Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

Há entretanto uma verdade que deve ser lembrada e bem aclarada: Antes de vir ao mundo, o Verbo tinha toda a glória de Deus; era Deus e não um homem. Agora pois o Verbo encarnado em Jesus, depois do sofrimento da crucificação e da ressurreição física, é recebido nos céus como homem. Como homem Ele é exaltado. Como homem Ele se assenta a direita de Deus Pai e recebe um nome acima de todo nome.

ALELUIA! Há um homem sentado no trono do universo ! Jesus, o Filho do Homem, o cabeça de uma raça redimida.

No entanto, nunca esqueçamos do mistério ( I Tm 3:16 ). Jesus é nosso Deus-homem. Ao ser exaltado ele recebeu de volta toda a glória como Deus ( Jo 17:5 ). Ele tem toda a divindade ( Cl 2:9 ). Ele tinha afirmado que somente Deus poderia ser adorado e cultuado ( Mt 4:10 ), entretanto Ele aceitou essa adoração (Mt 14:33;15:9 Jo 20:28 Hb 1:6 Ap 5:8-14 ).

Ele é onipresente, está em todo lugar ( Mt 18:20;28:20 ); é onisciente, sabe todas as coisas ( Jo 21:17 Cl 2:2-3 ); é onipotente, trem todo o poder (Ap 1:18). Ele é Deus ( Tt 2:13 Rm 9:5 Cl 2:2 IJo 5;20 ).

Que coisa incompreensíveis acontecem neste grandioso mundo desconhecido que chamamos céu! Nossa mente não pode imaginar que coisas tremendas acontecem do outro lado do véu. Mas basta que a igreja compreenda uma coisa: tudo o que se opera ali, é feito pela autoridade de seu Senhor e nada se faz sem a sua iniciativa.

Majestoso é Jesus ! ( Leia também At 2:33-36 )

8) Voltará !

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” Mt 24:30

Que bendita esperança! o Senhor glorificado virá e se mostrará ao mundo. Este será sem dúvida o dia mais tremendo que esta terra terá conhecido. Para muitos será um dia de terror e lamentação. Para nós, porém, será um dia de júbilo e alegria incomparável.

O que a bíblia ensina sobre este dia? O Assunto é tão amplo e com tantas implicações, que alguns textos são motivo de discussão, e dão origem a interpretações diferentes. A maior parte do ensino, entretanto, se refere a coisas claras e indiscutíveis. São estes textos claros e sem discussão que queremos apresentar aqui.

Leia cada texto com atenção e alegre-se no Senhor.

  1. a) A vinda do Senhor foi predita ( profetizada )
  • Pelos profetas ( Zc 14:3-5 )
    · Por João Batista ( Lc3:3-6 )
    · Por Jesus Cristo ( Jo 14:2-3 )
    · Pelos anjos ( At 1:11 )
    · Pelos apóstolos ( Tg 5:7 I Pe 1:7;13 ITs 4:13-18 )
  1. b) A vinda do Senhor será:
  • Pessoal ( e corporal ) ( Jo 14:3 At 1:10-11 )
    · Visível ( Ap 1:7 IJo 3:2-3 )
    · Literal ( real ) ( ITs 4:16 )
    · Repentina ( de surpresa ) ( Mt 24:42-44 ITs 5:1-3 )
  1. c) O Senhor virá para:
  • Ressuscitar os mortos em Cristo ( ITs 4:16 ICo 15:22-23 )
    · Transformar os vivos a imortalidade ( ICo 15:51-53 )
    · Arrebatá-los para encontrá-lo nos ares ( ITs 4:17 )
    · Julgar e recompensar os santos ( II Co 5:10 ICo 3:12-15 )
    · Casar com a noiva ( Ap 19:7-9;21:2 )
    · Destruir o anti-cristo ( IITs 2:8 )
    · Julgar as nações ( Mt 25:31-33 )
    · Julgar a todos ( IITm 4:1 )
    · Acorrentar Satanás por mil anos ( Ap 20:2-3 )
    · Estabelecer seu reino milenar. ( Ap 20:4-6 )

“Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus.” Ap 22:20

http://www.odiscipulo.com/site/index.php/os-fundamentos/a-vida-e-a-obra-de-jesus

 

Para bom entendedor um pingo é letra!

Lançando a ansiedadePara nós cristãos a Bíblia é a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática e sendo assim é nosso dever e direito conhecê-la profundamente. E no nosso caso, falantes de língua portuguesa, implica conhecer primeiramente o texto em português.

No nosso dia a dia usamos uma linguagem coloquial o que muitas vezes torna difícil o entendimento do português usado no texto bíblico, que é um português culto. Além disso, a falta do hábito de leitura dificulta o entendimento porque somos falhos também no conhecimento da história, geografia e cultura geral.

Assim, precisamos nos empenhar no aprendizado do texto e de conhecimentos disponíveis que nos ajudem a compreender o contexto seja histórico, geográfico ou cultural. A partir daí, tudo se torna mais claro e muitas vezes são quebradas ideias erradas que fazíamos sobre determinados aspectos do texto.

Dica: Faça uma leitura do texto observando as palavras usadas, a pontuação, o tempo dos verbos e use sempre o nosso grande amigo, o dicionário!

Seu trono está nos céus, seus pés aqui na terra…

AnsiedadeDomínio e poder pertencem a Jesus
Louvores em Sião sejam dados a ele
Seu trono está nos céus
Seus pés aqui na terra
E o pai o coroou rei de Israel.

Quando abri os olhos para Jesus não haviam ainda músicas como as de hoje. Cantávamos corinhos e esta letra acima é de um deles. Se chama “Domínio e Poder”. Não tenho a mínima ideia de quem o escreveu. A letra é simples  mas de uma profundidade incrível!

Verdades absolutas.
Sim, domínio e poder pertencem a Jesus, dados a ele pelo Pai, Deus Todo Poderoso, Criador de todas as coisas.
Sim, louvores em Sião, em todas as congregações sejam dados a ele, autor e consumador da nossa fé; pois por meio dele somos salvos, remidos e feitos filhos de Deus; Ele é o nosso Salvador e nosso Senhor.
Sim, seu trono está nos céus. Ele está assentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso. Ele é a destra de nosso Deus Pai, Ele a ação de Deus pai. Deus é amor e Jesus é este amor na prática. Ele é o cabeça do corpo, que é a igreja – aqueles que o servem espalhados pela face da terra.
Sim, seus pés estão na terra, representados por aqueles que levam as boas novas e agem em nome dEle. E estes, ousados e intrépidos fazem a terra tremer não com suas ações próprias mas fazendo ou melhor, continuando a fazer a obra, a missão de Jesus na terra.

Por isso, sim, não vivemos nós mas Cristo em nós , a esperança da glória.

Por tudo isso, convém que ele cresça e que eu diminua, que ele apareça e que eu me constranja com a sua glória e todo seu amor…

Mais de ti e menos de nós…

Mais de ti e menos de mim, Senhor!

Clean & Clear – um estilo de vida

clean_and_clear_logo_1Limpo e Claro! Ontem, navegando pela internet encontrei esta logo – Clean&Clear. Vocês não têm ideia de como ela me impactou, de como ela chamou minha atenção.

Dou muito valor ao significado das palavras, ao sentido que têm verdadeiramente no contexto em que foram escritas ou ditas. E apesar da imagem ser um logo de uma empresa, o significado faz muito sentido.

Pensei em todos os ensinamentos bíblicos que conheço a respeito de limpeza, transparência, correção, justiça, etc. Em tantos textos das Escrituras em que o Senhor, nosso Deus, nos ensina o caminho reto, a coisa certa a fazer, e também os caminhos que não devemos trilhar.

Lembrei-me de passagens em que o salmista clama por discernimento para tomar uma decisão, para que esta esteja de acordo com a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor.

E, enfim, me dispus a caminhar buscando estes conceitos “Clean&Clear” – Limpo e claro. Como percebi a necessidade de uma faxina profunda em meus pensamentos, sentimentos e motivações e por estes dias quero caminhar assim e digo ao Senhor:

Senhor, tu me sondas e me conheces. Conheces o meu deitar e o meu levantar. Sabes todas as coisas. Conheces as minhas palavras antes que elas me venham à boca. Por isso, meu Deus, abre os meus olhos e me faça ver por onde devo caminhar, que eu não me desvie nem para a direita e nem para a esquerda e assim possa caminhar na tua direção, tendo a vida como uma candeia que ilumina toda a casa e não escondida debaixo da mesa. Eu te amo, Deus da minha salvação! Em nome de Jesus, Amém, Amém e Amém!

Aleluia!

Beth Alves

O Aborto Litúrgico – Hendrika Lopes Vasconcelos (crianças no culto)

Na Islândia, praticamente não existem crianças com Síndrome de Down. Não é porque conseguiram reverter os efeitos da mutação genética, mas simplesmente porque mataram os bebês que a possuíam.

Existem várias igrejas que conseguiram erradicar o barulho das crianças do culto. E geralmente, não é porque conseguiram “domar” ou educar os pequenos desde o berço, mas simplesmente porque preferiram eliminar as crianças do culto, isolando-as em salas especiais ou afugentando as mães da igreja.

Mas…

Lugar de bebê pequeno choroso é no culto, SIM.
Lugar de criança hiperativa é no culto, SIM.
Lugar de criança birrenta é no culto, SIM.
Lugar de criança tagarela é no culto, SIM.
Lugar de criança desobediente é no culto, SIM.

Sabe por que?

Porque elas precisam da Igreja. Elas precisam da comunhão. Elas precisam da palavra. Elas precisam da graça e do amor dos outros membros.

A única diferença entre o adulto que desaprova de criança no culto e a criança birrenta ao seu lado é que o adulto já aprendeu a esconder os pecados, enquanto a criança as escancara sem medo.

O culto não é um serviço pelo qual pagamos com nossos dízimos e esperamos receber o produto impecável com o direito de não sermos atrapalhados pelos outros. O culto não se resume apenas à pregação da Palavra. Caso fosse isso, você poderia bem “cultuar” em casa sozinho assistindo pela internet. Mas Deus usa a Igreja e as situações desconfortáveis para trabalhar no nosso coração também.

A adoração em comunhão nos ensina a adorar e cultuar como CORPO e não como indivíduos. Isso significa que adoramos a Deus como CORPO, cantando desafinados e afinados juntos. Isso significa que adoramos a Deus como CORPO, lendo a Palavra e ensinando os pequenos a amarem a ler também. Isso significa que oramos a Deus como CORPO, sabendo que o Espírito intervém nas orações tanto dos mais cultos e dos mais humildes.

Somos CORPO e as crianças fazem parte dessa aliança também. Você não tem mais direito de estar no culto do que elas. Se você ama a Cristo, você ama seu Corpo. E você tem o dever de incentivar as crianças a amarem estar lá.

Amemos as crianças, seus papais e suas mamães no culto. Não façamos aborto litúrgico.

Carta à Bispa Evônia por Augustus Nicodemus


[*Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]

Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.

Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.

Mas, a pergunta que você tem que fazer, Evônia, é o que a Bíblia ensina sobre mulheres assumirem a liderança da igreja e se este ensino se aplica aos nossos dias. Não escondo a minha opinião. Para mim, a liderança da igreja foi entregue pelo Senhor Jesus e por seus apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais. Reflita no seguinte.

1. Embora mulheres tenham sido juízas e profetisas (Jz 4.4; 2Re 22.14) em Israel nunca foram ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas, para cuidar do serviço sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no templo e ensinar o povo de Deus, que eram as funções do sacerdote (Ml 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Felipe (At 21.9; 1Co 11.5), mas não encontramos sacerdotisas, isto é, presbíteras, pastoras, bispas, apóstolas. Apelar à Débora e Hulda, como você fez em seu e-mail, prova somente que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo. Não prova que elas tenham que ser ordenadas.

2. Você disse à minha esposa que Jesus não escolheu mulheres para apóstolas porque ele não queria escandalizar a sociedade machista de sua época. Será, Evônia? O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. Ele falou com mulheres (Jo 8.10-11), inclusive com samaritanas (Jo 4.7), quebrou o sábado (Jo 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mt 7.2), relacionou-se com gentios (Mt 4.15). Se ele achasse que era a coisa certa a fazer, certamente teria escolhido mulheres para constar entre os doze apóstolos que nomeou. Mas, não o fez, apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e serviam, como Maria Madalena, Marta e Maria sua irmã (Lc 8.1-2).

3. Por falar nisto, lembre também que os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidasse das viúvas da igreja, determinaram que fossem escolhidos sete homens, quando o natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6.1-7).

4. Tem mais. Nas instruções que deram às igrejas sobre presbíteros e diáconos, os apóstolos determinaram que eles deveriam ser marido de uma só mulher e deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6) e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como você. E mesmo que reconhecessem o importante e crucial papel da mulher cristã no bom andamento das igrejas, não as colocaram na liderança das comunidades, proibindo que elas ensinassem com a autoridade que era própria do homem (1Tm 2.12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (1Co 14.29-35). Eles também estabeleceram que o homem é o cabeça da mulher (1Co 11.3; Ef 5.23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.

5. Você retrucou à minha esposa na troca de e-mails que nenhuma destas passagens se aplica hoje, pois são culturais. Mas, será, Evônia, que estas orientações foram resultado da influência da cultura patriarcalista e machista daquela época nos autores bíblicos? Tomemos Paulo, por exemplo. Será que ele era mesmo um machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das igrejas que ele fundou, como você argumentou? Será que um machista deste tipo diria que as mulheres têm direito ao seu próprio marido, que elas têm direitos sexuais iguais ao homem, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-la? (1Co 7.2-4,15) Um machista determinaria que os homens deveriam amar a própria esposa como amavam a si mesmos? (Ef 5.28,33). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela tinha sido sua protetora, como Paulo o faz com Febe (Rm 16.1-2)?

6. Agora, se Paulo foi realmente influenciado pela cultura de sua época ao proibir as mulheres de assumir a liderança das igrejas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando ele ensinou, por exemplo, que o homossexualismo é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Rm 1.24-28) e que os sodomitas e efeminados não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-11)? Você defende também, Evônia, que estas passagens são culturais e que se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade? Pergunto isto pois em outras igrejas este argumento está sendo usado.

7. Tem mais, se você ainda tiver um tempinho para me ouvir. As alegações apostólicas não me soam culturais. Paulo argumenta que o homem é o cabeça da mulher a partir de um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando até a mulher (1Co 11.3).[1] Este argumento me parece bem teológico, como aquele que faz uma analogia entre marido e mulher e Cristo e a igreja, “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Não consigo imaginar uma analogia mais teológica do que esta para estabelecer a liderança masculina. E quando Paulo restringe a participação da mulher no ensino autoritativo –que é próprio do homem – argumenta a partir do relato da criação e da queda (1Tm 2.12-14).[2]

8. Você já deve ter percebido que para legitimar sua posição como bispa você teve que dar um jeito neste padrão de liderança exclusiva masculina que é claramente ensinado na Bíblia e na ausência de evidências de que mulheres assumiram esta liderança. Não tem como aceitar ser bispa e ao mesmo tempo manter que a Bíblia toda é a Palavra de Deus para nossos dias. E foi assim que você adotou esta postura de dizer que a liderança exclusiva masculina é resultado da cosmovisão patriarcal e machista dos autores do Antigo e Novo Testamentos, e que portanto não pode ser mais usada em nossos dias, quando os tempos mudaram, e as mulheres se emanciparam e passaram a assumir a liderança em todas as áreas da vida. Em outras palavras, como você mesmo confirmou em seu e-mail, a Bíblia é para você um livro culturalmente condicionado e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com nossa própria cultura. Eu sei que você não disse isto com estas exatas palavras, mas a impressão que fica é que você considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança que ela ensina não serve de paradigma para a liderança moderna da Igreja de Cristo.

Quando se chega a este nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras. Como você poderá, como bispa, responder biblicamente aos jovens de sua igreja que disserem que o casamento está ultrapassado e que sexo antes do casamento é normal e mesmo o relacionamento homossexual? Como você vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal terem casos fora do casamento, desde que estejam de acordo entre eles, e que acham que adultério é alguma coisa do passado?

Sabe Evônia, você e a sua comunidade não estão sozinhas nessa distorção. Na realidade esse pensamento é também popularizado por seminários de denominações tradicionais e professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade das Escrituras, utilizando o método histórico crítico, ensinando em sala de aula que Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão patriarcal e machista do mundo da época deles. Só podia dar nisso… na hora que os pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao séc. I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antiga, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia.

Termino reiterando meu apreço e respeito por você como mulher cristã e pedindo desculpas se não posso me dirigir a você, em nossa correspondência pessoal, como “bispa” Evônia. Espero que meus motivos tenham ficado claros.

Um abraço,

Augustus

NOTAS

[1] Esse encadeamento hierárquico se refere à economia da Trindade e trata das diferentes funções assumidas pelas Pessoas da Trindade na salvação do homem. Ontologicamente, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais em honra, glória, poder, majestade, como afirmam nossas confissões reformadas.

[2] Veja minha interpretação desta passagem e de outras no artigo da Fides Reformata “Ordenação Feminina”.

O Feminismo Cristão – Como tudo começou por Augustus Nicodemus

Estudar a história do surgimento do movimento feminista é de grande ajuda para nós. Geralmente uma perspectiva global e ampla do assunto em pauta nos ajuda a entender melhor determinados aspectos do mesmo. No caso do movimento feminista, a sua história nos revelará que a ordenação de mulheres ao ministério, em alguns setores do movimento, é apenas um item de uma agenda muito mais ampla defendido por um setor bastante ativista do feminismo nas igrejas cristãs.
Origens do Movimento Feminista Fora da Igreja

Examinemos primeiramente o movimento feminista fora da igreja, focalizando suas principais protagonistas.

Século 18: A Vindicação dos Direitos da Mulher

A “Primeira Onda” do feminismo teve início na primeira metade dos anos de 1700 quando uma inglesa, Mary Wollstonecraft (foto), escreveu A Vindication of the Rights of Woman (A Vindicação dos Direitos da Mulher). Um ano depois desta publicação, Olimpe de Gouges publicou um panfleto em Paris intitulado Le Droits de La Femme (Os Direitos da Mulher) e uma americana, Judith Sargent Murray, publicou On the Equality of the Sexes (Sobre a Igualdade dos Sexos). Outras pensadoras feministas surgiram em pouco tempo tais como Frances Wright, Sarah Grimke, Sojourner Truth, Elizabeth Cady Stanton, Susan B. Anthony, Harriet Taylor e também John Stuart Mill. Seus pensamentos e obras foram defendidos com fervor e pouco a pouco foram deitando profunda influência na sociedade moderna contemporânea do mundo ocidental.

Século 19: A Declaração dos Sentimentos

Em 1848 cerca de 100 mulheres se reuniram em uma convenção em Seneca Falls, Nova York, para ratificar a Declaração dos Sentimentos escrita para defender os direitos naturais básicos da mulher. As autoras da Declaração dos Sentimentos reclamavam que as mulheres estavam impedidas de galgar posições na sociedade quanto a empregos melhores, além de não receber pagamento eqüitativo pelo trabalho que realizavam. Notaram que as mulheres estavam excluídas de profissões tais como teologia, medicina e advocacia e que todas as universidades estavam fechadas para elas. Denunciavam também um duplo padrão de moralidade que condenava as mulheres a penas públicas, enquanto excluía os homens dos mesmos castigos em relação a crimes de natureza sexual.

A Declaração dos Sentimentos foi um marco profundamente significativo no movimento feminista. Suas reivindicações eram, em sua grande maioria, justas e consistentes. Por isto, o movimento foi ganhando muitas e muitos adeptos, apesar, e por causa das grandes barreiras que foram impostas às mulheres que se expunham na defesa de suas idéias e ideais. As leis do divórcio foram liberalizadas e drásticas mudanças ocorreram com o status legal da mulher dentro do contexto do casamento. Por volta dos anos 30, como resultado de sua educação qualificada e profissional, as mulheres começaram a entrar no mercado de trabalho como força competitiva. Muitas das barreiras legais, políticas, econômicas e educacionais que restringiam a mulher foram removidas e esta começa a pisar o mundo do homem com paixão e zelo.

Século 20: Simone deBeauvoir e Betty Friedan

A primeira fase da construção do feminismo moderno começou com a obra da filósofa francesa Simone deBeauvoir (foto), Le Deuxième Sexe (O Segundo Sexo), em 1949. As mulheres, segundo deBeauvoir, foram definidas e diferenciadas tomando como referencial o homem e não com referência a elas mesmas. Ela acreditava que o sexo masculino compreendia a medida primeira pela qual o mundo inteiro era medido, incluindo as mulheres, sendo elas definidas e julgadas por este padrão. O mundo pertencia aos homens. As mulheres eram o “outro” não essencial. Simone deBeauvoir observa esta iniqüidade do status sexual em todas as áreas da sociedade incluindo a econômica, industrial, política, educacional e até mesmo em relação à linguagem. As mulheres foram forçadas pelos homens a se conformar e se moldar àquilo que os homens criaram para seu próprio benefício e prazer. Às mulheres de seus dias não foi permitido ou não foram encorajadas a fazer ou se tornar qualquer outra coisa além do que o feminino eterno ditava; elas foram cerceadas num papel de “Küche, Kirche, und Kinder” (cozinha, igreja e filhos, em alemão). De acordo com deBeauvoir a mulher estava destinada a existir somente para a conveniência e prazer dos homens.

No início dos anos 60 uma jornalista americana, Betty Friedan, transformou os conceitos filosóficos de Simone deBeauvoir em alguma coisa mais assimilável para a mulher moderna, ao publicar A Mística Feminina, um livro onde examinava o papel da mulher norte americana. De acordo com Friedan, as mulheres dos seus dias foram ensinadas a buscar satisfação apenas como esposas e mães. Ela afirmou que esta mística do ideal feminino tornou as mulheres infantis e frívolas, quase como crianças, levianas e femininas; passivas; garbosas no mundo da cama e da cozinha, do sexo, dos bebês e da casa. Assim como deBeauvoir, ela afirma que a única maneira para a mulher encontrar-se a si mesma e conhecer-se a si mesma como uma pessoa seria através da obra criativa executada por si mesma. Friedan batizou o dilema das mulheres de “um problema sem nome”. Friedan concordou com deBeauvoir que a libertação das mulheres haveria de requerer mudanças estruturais profundas na sociedade. Para isto, as mulheres precisariam ter controle de suas próprias vidas, definirem-se a si mesmas e ditar o seu próprio destino.

O Problema sem Nome: Patriarcado

No final dos anos 60 a autora feminista Kate Millett (foto) usou o termo “patriarcado” para descrever o “problema sem nome” que afligia as mulheres. O termo tem sua origem em duas palavras gregas: pater, significando “pai” e arche, significando “governo”. A palavra patriarcado era entendida como o “governo do pai”, e era usada para descrever o domínio social do macho e a inferioridade e a subserviência da fêmea. As feministas viram o patriarcado como a causa última do descontentamento das mulheres. A palavra patriarcado define o problema que deBeauvoir e Friedan não puderam nomear mas conseguiram identificar. De acordo com as feministas, o patriarcado foi o poder dos homens que oprimiu as mulheres e que era responsável pela infelicidade delas. As feministas concluíram que a destruição do patriarcado traria de volta a plenitude das mulheres. A libertação das mulheres do patriarcado haveria de permitir que elas se tornassem íntegras.

Surgimento do Movimento Feminista Dentro da Igreja

Podemos considerar o livro de Katherine Bliss, The Service and Status of Women in the Church (O Trabalho e o Status da Mulher na Igreja, 1952) como o marco inicial do moderno movimento feminista dentro da cristandade. O livro era baseado numa pesquisa sobre as atividades e ministérios nos quais as mulheres cristãs estavam comumente envolvidas. Bliss observou que, embora as mulheres estivessem extremamente envolvidas na vida da Igreja, a participação delas estava limitada a papéis auxiliares tais como Escola Dominical e Missões. As mulheres não participavam em lideranças tradicionalmente aceitas, tais como as atividades de ensino, pregação, administração e evangelismo, ainda que muitas delas pareciam estar preparadas e terem dons para este exercício. Bliss chamou a atenção da Igreja para a reavaliação dos papéis homem/mulher na Igreja, particularmente da ordenação de mulheres.

Ativistas Cristãos compram a Briga

A obra de Bliss serviu de munição para ativistas cristãos na luta pelos direitos civis e políticos em 1961. Eles, juntamente com as feministas na sociedade secular, começaram a vocalizar o seu descontentamento com o tratamento diferenciado que as mulheres recebiam por causa do seu sexo, inclusive dentro das igrejas cristãs. Neste mesmo ano, vários periódicos evangélicos publicaram artigos sobre a “síndrome das mulheres limitadas aos papéis da casa e esposa”, onde se argumentava que as mulheres estavam restritas a papéis inferiores na Igreja. Os homens podiam se tornar ministros ordenados, mas às mulheres se lhes impunham barreiras nas atividades ministeriais como ensino, aconselhamento e pastoreamento. As mulheres, afirmavam os ativistas, desejam participar da vida religiosa num nível mais significativo do que costura ou a direção de bazares ou arrumar a mesa da Santa Ceia ou serviços gerais tais como o levantamento de recursos para os necessitados, os quais freqüentemente são designados a elas. Tanto quanto com trabalho físico, elas desejam contribuir com idéias para a Igreja.

O Concílio Mundial de Igrejas

A atenção sobre os papéis do homem e da mulher dentro da Igreja se tornou mais intenso na medida em que o movimento secular das mulheres foi ganhando força. Ainda em 1961 o Concílio Mundial de Igrejas distribuiu um panfleto intitulado Quanto à Ordenação de Mulheres, chamando as igrejas afiliadas para um “re-exame de suas tradições e leis canônicas”. Várias denominações começaram a aceitar que o cristianismo havia incorporado em seus valores uma atitude patriarcal dominante da cultura de suas origens. Muitos católicos, metodistas, batistas, episcopais, presbiterianos, congregacionais e luteranos concordaram: a mulher na Igreja precisa libertação. Com esta conclusão em mente, de que a mulher precisava de libertação dentro da Igreja, estabeleceu-se um curso de ação que tinha como alvo abrir as avenidas para o ministério ordenado das mulheres tanto quanto para os homens.

Nos anos 60 as feministas cristãs se colocaram num curso paralelo àquele estabelecido pelas feministas na sociedade secular. Elas, junto com suas contra partes, buscaram anular a diferenciação de papéis de homem/mulher. O tema dominante foi a necessidade da mulher definir-se a si mesma. As feministas criam que às mulheres se deveria permitir fazer tudo o que o homem pode fazer, da mesma maneira e com o mesmo status reconhecido que é oferecido ao homem. Isto, segundo elas criam, constituía a verdadeira igualdade.

Os Primeiros Argumentos em Prol da Ordenação de Mulheres

As feministas cristãs buscaram a inclusão das mulheres na liderança da Igreja sem uma clara análise da estrutura e funcionamento da mesma segundo os padrões bíblicos. Meramente julgaram-na como sexista e começaram a incrementar o curso de ação em resposta a este julgamento. As feministas cristãs, de mãos dadas com suas contra partes seculares, começaram a demandar “direitos iguais”. Na reivindicação destes direitos, àquela altura do movimento feminista cristão, ainda partiam do pressuposto que a Bíblia era a Palavra de Deus. Vejamos seus argumentos.

Os Pais da Igreja Foram Influenciados pelo Patriarcado

Segundo as feministas cristãs, Clemente de Alexandria, Origines, Ambrósio, e Crisóstomo, Tomás de Aquino, Lutero, Tertuliano, Calvino e outros importantes teólogos e líderes da Igreja Cristã, influenciados pelo patriarcado, reafirmaram a inferioridade da mulher através da história da Igreja e, assim, proibiram a ordenação de mulheres e cometeram erros quanto aos papéis conjugais. As mulheres foram excluídas das posições de autoridade porque os pais da Igreja as viam, em sua própria natureza, como inferiores e menos capazes intelectualmente do que os homens.

A Bíblia ensina a Igualdade dos Sexos

Em segundo lugar, as feministas cristãs passaram a afirmar que a Bíblia dava suporte à plena igualdade das mulheres e que os homens haviam negligenciado estes conceitos bíblicos. As primeiras feministas cristãs afirmam que o registro da criação da mulher no Gênesis tem sido quase que universalmente interpretado de uma maneira equivocada para se ensinar que “Deus impôs a inferioridade e a sujeição” da mulher. Os teólogos (homens) foram acusados pelas primeiras feministas de ignorarem as passagens bíblicas que dão suporte à igualdade feminina, torcendo-as para o seu próprio interesse. A doutrina da liderança da Igreja que excluía as mulheres do ministério foi, portanto, apresentada como um subproduto de um estudo amputado das Escrituras.

Não há Diferença entre Homem e Mulher

A tese maior proposta pelas feministas cristãs no início dos anos 60 era idêntica às teses do feminismo secular: não há diferença entre homem e mulher. As feministas argumentaram que concernente às emoções, psique e intelecto, não há demonstração válida de diferenças entre mulheres e homens. Qualquer aparente diferença resulta única e exclusivamente de condicionamentos culturais e jamais de fatores biológicos. Portanto, tendo em vista a igualdade dos sexos, as feministas cristãs reclamam que a mulher deve ser posta em posições de plena liderança dentro de casa e na Igreja em igualdade com os homens.

O primeiro passo do movimento feminista dentro da Igreja foi a ordenação das mulheres para os ofícios eclesiásticos e este foi somente o primeiro passo. A ordenação das mulheres requer o desenvolvimento de uma nova teologia, de uma nova visão sobre Deus, sobre a Bíblia, o culto e o mundo. A teologia deve se redefinir, alinhando-se com o ponto de vista feminino. Foi o próximo passo dado.

Desenvolvimentos Posteriores da Teologia Feminista

Uma teologia inteiramente nova deveria ser buscada, portanto, baseada na experiência e na interpretação da mulher. Um novo desenvolvimento teológico era necessário para dar suporte à ordenação feminina. Esta nova teologia se moveu em várias direções. Veremos que ordenação feminina é apenas um item de uma agenda muito maior e mais radical.

Reinterpretação da Sexualidade Feminina

Rejeitando a definição de feminilidade e dos papéis femininos que lhes foram impostos pelos homens e pela mentalidade patriarcal dominante, uma parte significativa das ativistas radicais demandaram uma nova definição destes itens que partisse de outro referencial. A conclusão a que chegaram foi que a própria mulher é o melhor referencial para sua autodefinição. E na caminhada desta nova descoberta, ela deve se descobrir em relação com outras mulheres e não com o homem. É preciso registrar que não foram todas as feministas que concordaram com este novo passo.

Na década de 70, movimentos radicais em prol do lesbianismo passaram a identificar sua missão e propósito com o movimento feminista em geral. Foi aqui que o lesbianismo entrou no movimento feminista cristão mais radical como elemento chave na reinterpretação da mulher, sua feminilidade, espiritualidade e papéis. A maior contribuição para a entrada do lesbianismo no movimento feminista foi dada pela líder feminista Kate Millet, que publicamente admitiu ser lésbica, após escrever o livro Sexual Politics, best-seller publicado em 1970. O fato ganhou divulgação mundial mediante reportagem da revista Time naquele mesmo ano. Surgiram dentro das igrejas grupos de lésbicas “cristãs” pressionando para a ordenação de mulheres, de lésbicas, a celebração do casamento gay e aceitação de homossexuais e lésbicas ativos como membros comungantes.

Reinterpretação Feminista da Bíblia

A teologia feminista veio a ser profundamente afetada pela hermenêutica pós-moderna, a qual ensina que a escrita e a leitura de qualquer texto são irremediavelmente determinadas pelas perspectivas sociais e experiências de vida dos seus autores e leitores. A esta altura, já se havia abandonado o conceito da inspiração e infalibilidade da Bíblia.

Empregando-se este princípio na leitura da Bíblia, as feministas cristãs concluíram que a mesma é um livro machista e reflete o patriarcado dominante na cultura israelita e grega daquela época. A Bíblia é o livro de experiências religiosas das mulheres e dos homens, judeus e cristãos, mas seu texto foi formado pelos homens, adultos e instruídos. Poucos textos foram escritos por mulheres. Como resultado, os autores freqüentemente enfatizaram somente o papel dos homens. Eles contaram a história de todo o povo a partir de sua expectativa masculina. Desenvolveram a visão patriarcal da religião a ponto de transformar Deus — um puro espírito sem gênero — em um ser masculino! E que este Deus sempre escolheu homens como profetas, sacerdotes e reis porque os homens são melhores ou mais fortes moralmente do que as mulheres!

As feministas radicais propuseram, assim, uma reinterpretação radical da Bíblia partindo da ótica delas. Propuseram também que as mulheres aprendessem a examinar as leituras feitas na ótica patriarcal e a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. De acordo com elas, a interpretação tradicional da Bíblia sempre foi masculina pois o masculino era tido como universal. Hoje, essa leitura ideológica incomodava muitas mulheres e homens nas igrejas.

Elas passaram ainda a defender a publicação de versões bíblicas onde o elemento masculino fosse tirado da linguagem. Estas versões, chamadas de “linguagem inclusiva” não deveriam mais se referir  a Deus como Pai e deveriam chamar Jesus de “a criança de Deus” em vez de Filho de Deus. Já existem dezenas de versões bíblicas assim no mercado mundial. Algumas feministas ainda mais radicais declararam que a Bíblia não é confiável e que as histórias das mulheres de hoje precisam ser adicionadas ao cânon da Bíblia.

Reinterpretação do Cristianismo

Como resultado desta nova leitura da Bíblia, orientada contra todo elemento masculino e contra o patriarcalismo, as feministas propuseram uma reforma radical no Cristianismo tradicional. A ordenação de mulheres é apenas um pequeno aspecto deste projeto. Na concepção delas, a verdadeira religião deve conter elementos que reflitam o poder e a cooperação das mulheres, cuja principal característica é gerar a vida. Assim, mui naturalmente, as feministas adotaram e “cristianizaram” os antigos cultos pagãos da fertilidade, que celebram os ciclos da natureza, as estações do ano, a fertilidade da terra, as colheitas e a geração da vida. Os cultos seguem temas litúrgicos relacionados com as estações do ano. Este novo Cristianismo feminino entende que a mulher é mais apta que o homem para estabelecer e conduzir a religião, pois enquanto o homem, guerreiro, mata e tira a vida, a mulher gera a vida. Aquela que conduz a vida dentro de si é mais adequada para definir a religião e conduzir seus cultos.

Reinterpretação de Deus

O passo mais ousado dado pelo movimento feminista cristão radical foi a “reinvenção de Deus”. Mais de 800 feministas, gays e lésbicas do mundo inteiro reuniram-se nos Estados Unidos em 1998 num Congresso chamado Reimaginando Deus. Os participantes chegaram a conclusões tremendas: o verdadeiro deus de Israel era uma deusa chamada Sofia, que os autores masculinos transformaram no deus masculino Javé, homem de guerra. Jesus Cristo não era Deus, mas era a encarnação desta deusa Sofia, que é a personificação da sabedoria feminina. Esta deusa pode ser encontrada dentro de qualquer mulher e é identificada com o ego feminino (na foto, capa de livro publicado sobre o assunto). No Congresso celebraram uma “Ceia” onde o pão e o vinho foram substituídos por leite e mel, e conclamaram as igrejas tradicionais a pedir perdão por terem se referido a Deus sempre no masculino. Amaldiçoaram os que são contra o aborto e abençoaram os que defendem os gays e as lésbicas.

Conclusão

A leitura das origens e desenvolvimentos do movimento feminista, tanto o secular quanto o cristão, deixa claro que a ordenação de mulheres ao ministério é apenas um item da agenda muito mais ampla dos feministas radicais dentro da igreja cristã.

É claro que nem todos os que defendem a ordenação de mulheres concordam com tudo que se contém na agenda do movimento feminista cristão. É preciso deixar isto muito claro. Conheço pessoalmente diversos irmãos preciosos que são a favor da ordenação de mulheres ao pastorado mas que repudiam as demais teses do movimento feminista radical. O que estou descrevendo aqui principalmente é a postura dos radicais dentro do feminismo evangélico.

Entretanto, não se pode deixar de notar a semelhança notável entre muitos dos argumentos usados para defender a ordenação feminina e aqueles empregados na defesa do homossexualismo nas igrejas, das versões feministas da Bíblia e mesmo da reinvenção de Deus e do Cristianismo.

[Este artigo é reprodução da primeira parte de um Caderno sobre Ordenação Feminina que publiquei algum tempo atrás, que por sua vez utilizou a pesquisa histórica da tese de mestrado do Rev. Ludgero Morais sobre o tema.]

Conversão…

caminhosTenho percebido pelo caminho muita confusão na comunidade cristã pela falta de entendimento unificado de alguns termos bem simples. Olhamos para o texto bíblico e em vez de mergulhar no conhecimento do contexto da época e extrair princípios para o nosso dia a dia, em muitas ocasiões, tomamos literalmente o texto e o aplicamos nos dias de hoje. Um problema porque ninguém entende nadica de nada.

Já faz algum tempo que tenho seguido a orientação de explicar cada palavra do texto bíblico minuciosamente, ressaltando os princípios e aplicando-os no nosso cotidiano. A conversão, por exemplo, o que significa mesmo? Já ouvi várias definições das mais simples às mais rebuscadas mas com pouca efetividade. Algumas definições são até mesmo mirabolantes. Mas o que é a conversão? Simples. A consciência do pecado me faz convergir, corrigir minha rota de vida, convertendo-a Cristo, adequando-a à uma nova realidade de vida. Percebo que sou pecador (em Adão) e que por meio do sangue derramado por Cristo, de sua morte e ressurreição tenho uma nova vida que não se resume somente aos nossos dias do nascimento à morte. Creio pela fé (que me é dada por Deus) e pela ação do Espírito Santo (que me convence do pecado, do juízo e da justiça) e me faz entender e crer em Jesus como meu Salvador em primeiro lugar e depois como meu Senhor. Isto tudo é um processo e muitas vezes não entendemos muito bem o que está acontecendo mas temos certeza de que algo está acontecendo.

É simples e não preciso de muita teologia para viver este processo e depois falar dele.

Deus é simplesmente maravilhoso!