Elegância é algo que a gente carrega, não veste!

eleganciaTexto de  Anieli Talon

Ser elegante vai além de ter bom gosto com roupas e saber se vestir. Elegância é algo que a gente carrega e não veste.

Regras de etiqueta da vida e não do armário para uma vida onde elegância é sinônimo de educação e comportamento.

Sabe o que é mesmo elegante? Ter bom senso e respeito.

Não é preciso estar em cima de um salto alto ou dentro de um terno caríssimo para ser elegante. Atitudes emfeiam pessoas que não tem bom comportamento.

A elegância está na simplicidade de um bom dia sincero para o porteiro que passou a noite toda acordado, no falar baixo quando estiver no está perto, no sabre, quando não é mais do que isso. .

No saber agir sem agredir.
Uma pessoa elegante com encantamento na voz, fala com propriedade e tema como palavras. Sabe chamar a atenção sem ser rude, saber observar sem se intrometer, sabe respeitar o espaço alheio.

A elegância está sem tom da voz e sem silêncio que também comunica. Na forma de se posicionar quando necessário, no jeito de ver o mundo.

Uma pessoa elegante não vive de fofocas, não inventa mentiras e não se mete em baixaria. Quem é elegante tem positividade, atrai pessoas do bem, vibra com uma vida, com os sucessos, torce pelo outro, não tem inveja, carrega alegrias e otimismo, e sente com verdade. Não sabe viver de oportunismos, sabe se colocar nas oportunidades e não saco de bolso nem tapete.

Elegância está não “com licença” e “muito obrigado”. Não há reconhecimento do esforço, na empatia e na colaboração. Está na mão que ajuda, está também na gratidão

E quanto mais conhece pessoas, mais perceber que a elegância está vestida de simplicidade e não de rótulos e invólucros sociais. Encontrei mais elegância calçada de chinelos que vestida de etiquetas, e isso não tem problemas com a situação financeira, mas com referência de vida, criação e sabedoria.

Encontrei uma elegância sem ser e não não, e percebi que é mais elegante que é um vestem de amor.

Aguardarei com esperança…

AB71526A minha leitura devocional de hoje é o Salmo 5. Davi começa o texto com pedido – Dá ouvidos às minhas palavras, SENHOR (Adonai), considera meus pensamentos mais íntimos, ouve meu clamor … Mas Davi sabia que Deus ouvia suas palavras, considerava os seus pensamentos mais íntimos e ouvia o clamor do seu coração, da mesma forma que eu e você sabemos disso. Mesmo assim, este tipo de súplica é comum nas falas de Davi com Deus, como também de outros homens na Bíblia. Isto me faz lembrar sempre que o SENHOR quer um relacionamento íntimo e pessoal comigo e com você. Ele quer que rasguemos o nosso coração diante dele, porque ele nos conhece.

Davi continua dizendo que “de manhã ouvirás a minha voz, de manhã apresentarei minhas necessidades diante de ti…” Logo de manhã, primeira hora, prioridade … Nossa entrega precisa ser diária, logo de manhã entregamos o nosso dia, e apresentações nossa gratidão … pela segurança, pela provisão, pela saúde , pela vida … Apresentamos tudo a Ele a cada manhã.

E em, Davi escreve “e aguardarei com esperança”. Que doce é esperar no SENHOR! Que sensação de paz inexplicável! Que alegria no coração, que leveza! De minha parte, quero “aguardar com esperança” sempre, lançando sobre Ele toda a ansiedade, porque Ele tem cuidado de mim, Ele tem cuidado de nós!

Aleluia !!!

Digerindo…

Mafalda-QuinoDe volta ao Brasil depois de 22 dias para a palavra deste momento é “digerindo …”. Sim, creio que vai levar um tempo para examinar atentamente tudo o que vivi e tudo que vi nestes últimos dias.

Ainda estou assimilando os reencontros, tanto pessoais quanto com as minhas atividades costumeiras.

Voltar de um período em Israel, de viver tão claramente o sentido bíblico de igreja enquanto comunidade de todos os santos, sem distinção de povos, línguas, tribos e nações. Entender ainda mais o papel de todos os santos no futuro de Israel com acontecimentos que podemos acompanhar pela mídia e que só confirma o que já está registrado nas Escrituras Sagradas. Partilhar da doce comunhão de irmãos que não se conheciam até se encontrarem no aeroporto e ver conexões sendo formadas para o resto de nossas vidas. Isso não tem preço…

Caminhar pela Itália e se sentir pequena, tão pequena, diante de tanta grandeza, conhecimento, história… Saborear uma cultura que não se dá simplesmente pelo conhecimento mas pela comida, bebida, forma de falar de agir… apaixonante…

Diante disso tudo só posso dizer “estou digerindo…” e vou tomar a liberdade de partilhar aqui o resultado deste processo que para mim tem sido lindo e intenso…

E toda honra, toda glória, a Ele, o autor e consumador da minha fé, que me permitiu viver tudo isso!

Aleluia!

O culto nosso de cada dia – músicas…

músicasGeralmente, nossos cultos iniciam com o que chamamos de “período de louvor” ou simplesmente “louvor”. O tempo de duração varia muito de comunidade para comunidade mas o usual são músicas entoadas por vocalistas e acompanhadas pelo público presente.

Eu gostaria realmente que as lideranças dessem mais atenção às musicas que estão sendo cantadas em nossas comunidades. Às vezes, volto pra casa tremendamente incomodada com as letras cantadas, que em grande parte fogem das verdades bíblicas.

O primeiro ponto que incomoda é o antropocentrismo. As músicas não enaltecem o Deus todo poderoso, Jesus, nosso Senhor e Salvador. Boa parte das letras enaltece o homem, o “eu”. Compostas na primeira pessoa do singular, reivindicam as bênçãos de Deus. Querem restituição, querem tocar no altar, determinam prosperidade dentre outros aspectos.

O segundo ponto que me deixa aflita é a grande distância entre as composições e o texto bíblico, aliás, atualmente é melhor não citar o texto bíblico – é retrógrado – dizem alguns. “É preciso dizer, não dizendo…” falam outros. Ou seja, a letra precisa ter como pano de fundo a cristandade, mas ela não pode ser explícita, o que me lembra bem o estilo gospel norte-americano. Uma confusão!

Em terceiro lugar, algo que me faz tremer e temer… Inverdades sendo inculcadas dia após dia através das músicas. É de dar medo mesmo… Imagine que para alguns irmãos esta será a única oportunidade de contato com as verdades bíblicas – a música – e, em vez da verdade, estes irmãos recebem heresias nas quais passam a crer cabalmente.

Chega! Eu me recuso a cantar este tipo de música! Eu troco a letra ou fico calada, prefiro.

Que as palavras da minha boca sejam agradáveis ao Senhor! Não é mesmo?

Vamos ensinar corretamente! Vamos cantar corretamente as maravilhosas verdades de Deus!

Aleluia!

 

Diário de bordo: Estou arrumando a mala…

arruamndoIsso mesmo! Arrumando “a mala”. Uma mala só. Super básica, somente com o necessário para a viagem. Sairemos do Rio de Janeiro a quase 30 graus para chegar em um Amsterdam gelada beirando 0 graus. Um choque térmico de cara!

Depois de um city tour pela cidade, embarcaremos para o nosso destino – Israel, mais  precisamente Tel Aviv, onde chegaremos de madrugada, com uma temperatura já mais alta, na casa dos 12 graus. Maravilha!!!

ams novembroCaminharemos por Israel durante o dia com temperatura média de 22 graus, o que é muito agradável. Uma calça comprida confortável, uma camiseta e malha só por precaução já resolvem a questão!!!

E, mais para o final do mês, numa manhã, bem cedinho, embarcaremos de volta, fazendo o roteiro da ida ao contrário, só que euzinha permaneço por um dia em Amsterdam e vou no dia seguinte para a Itália – onde a temperatura máxima será de 8 graus e a mínima de 1 grau durante o período de minha permanência lá.

jerusalemPortanto, imaginem como será minha mala – 23 quilos apenas é o que posso levar por causa do voo entre Holanda e Itália, que tem quase as mesmas regras que os nossos voos BH/SP, por exemplo. Bologna (1)

Pois bem, então fiz a seguinte opção: comprei uma roupa términa para colocar por baixo de calças e camisas – um coringa, além disso vou levar um bom casaco de frio, cachecol, gorro e luvas. Uma bota de cano curto e sem salto. Calças confortáveis, blusas e camisas que não amarrotam. Um casado leve. Um tênis para as caminhadas. E pronto! Sem frescura! Sem estresse!

Depois de pronta, vou postar uma foto.

Próximo passo é deixar as coisas em casa em ordem!

Não, não e não!

nãoEu me recuso terminantemente a ser conivente com qualquer manifestação fora dos princípios bíblicos, seja ela de que natureza for.

Não publico fotos ou mensagens de eventos que firam outras pessoas visualmente ou moralmente.

“…tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” Filipenses 4: 8

Preciso dizer mais nada, né?

Bauzinho de piadas do vovô

bauSou primeira filha, primeira neta e acho que até primeira bisneta. Passei minha infância sendo muito mimada pelos meus avós. Dois lindos, maravilhosos, melhores avós do mundo! Me ensinaram muito, mas uma história me marcou profundamente. Eu acreditava neles de olhos fechados. Tudo o que eles falavam era verdade pra mim. Eles eram meus super super super heróis. Então…

Meu avó era muito bem humorado. Adorava contar piadas, histórias engraçadas. Quando eu estava com ele, sentada em seu colo, só queria saber das histórias do vovô. Eu amava demais estes momentos.

Lembro de um dia muito especial, eles me deixaram sozinha em casa por algum motivo. Eu não tinha mais que cinco anos. Foi algo muito rápido mas na mente de uma criança o tempo fica marcado de forma diferente… pareceu muito tempo. Tempo suficiente para abrir armários, olhar debaixo de todas as camas, vasculhar a despensa, mexer na cristaleira (local que era totalmente proibido pra mim) e nada de achar o que estava procurando. Caí em prantos, desolada, sentada no chão da cozinha. Foi assim que meu avô me encontrou.

Primeira pergunta:
___ Betinha, minha querida, o que foi? O que você está fazendo aí?

No meio do choro, respondo:
___ Eu não achei, vovô, eu não achei. Não achei seu Bauzinho de Piadas!

Explico: sempre que eu perguntava para meu avô de onde ele tirava tantas histórias e piadas, ele dizia que tinha um bauzinho guardado em casa e tirava de lá quando as dele acabavam. Imagine! Um suprimento sem fim de histórias alegres. Eu queria isso pra mim e por isso, eu estava atrás do “Bauzinho” aquele dia.

Meu avó riu muito, me abraçou carinhosamente e disse:
___ Betinha, não tem bauzinho de histórias e piadas não. É mais uma história do vovô. Fica tudo aqui óh ( ele apontou para a cabeça dele). Cabe tudo aqui dentro. aprende uma coisa, minha filha, aqui dentro (da cabeça) cabe o mundo e ninguém pode tirar o que você guardar aqui. Guarde as histórias do vovô na sua cabecinha e você nunca esquecerá o vovô.

Emocionada, eu digo que, não só nunca esqueci meu querido avô Manuel que morreu sorrindo, mas aprendi para o resto da vida que ninguém pode tirar de mim o que aprendo, minhas experiências. É de verdade um grande tesouro!!

Saudade de ser criança! Saudades do vovô!!

E te darei filhas…

filhasQuem me conhece sabe que só tenho um filho, Gabriel, razão da minha vida e objeto de meu amor incondicional. Sabe, também, que era um sonho meu, desde menina ter uma filha, a Cecília, Ciça…rsrs, mas que não aconteceu por circunstâncias da vida mesmo.
Este desejo de “ter uma filha” foi realizado em minha vida quando Deus me deu a oportunidade de receber e cuidar várias meninas que vieram para Belo Horizonte estudar no seminário de minha igreja.
Foram muitas “filhas”. Hoje, olho para trás e vejo mulheres fortes, constituindo suas famílias, algumas já casadas e com filhos, outras gravidinhas, outras vivendo tão intensamente para seu ministério. Uma alegria só,  pra mim.
E exatamente este mês este ciclo se encerra na minha vida, pelo menos desta forma. Estamos de mudança. A Guest House vai deixar de existir, mas o meu carinho por cada uma de vocês que passou por aqui, não.
Então, Taty, Cintia, Julyana, Priscila, Dani, Andrea, Isabela, Jessica, Ludi, Fyanma, Daiane, Lais, Nadila, Aline, Ariadne, Janaína, Ketlyn e demais, foi uma honra conhecer vocês, um prazer ter vocês por perto. Desejo sempre o melhor para você e todas as Bênçãos do nosso Pai.

E que venham novos tempos!!!!

La nostra pasta tutti i giorni

massa 1607Hoje estou fazendo uma massa (pasta) que aprendi a receita estudando italiano. Uma delícia que compartilho com vocês.

Pasta alla percorara

Ingredientes:
– a massa (as massas longas são melhores para este tipo de prato, veja aqui!) Confesso que usei um linguini que já tinha em casa…
– uma berinjela pequena
– uma abobrinha pequena
– pimentão vermelho
– cebola
– alho e azeite
– ricola de ovelha (substitui porque não encontrei aqui perto de casa)
– molho de tomate (300 gramas)

Preparando:
– Piquei a berinjela e a abobrinha em cubinhos
– Cortei o pimentão e a cebola bem fininhos (umas duas colheres de sopa de cada) e reservei separados
– Coloquei uma panela no fogo com água para cozinhar a massa
– Em uma panela coloquei um fio de azeite, juntei a berinjela e a abobrinha com um dente de alho amassado e fui mexendo até eles ficarem macios. Coloquei um pouquinho de água quando começaram a grudar no fundo da panela.
– Em outra panela também com um fio de azeite dourei a cebola e juntei o molho de tomate e deixei levantar fervura. Temperei com sal.
– Quando os legumes já estavam macios juntei tudo numa panela só e coloquei o pimentão, deixei mais um minutinho e desliguei o fogo.
– Quando a água para cozimento da massa levantou fervura coloquei sal e em seguida a massa para cozinhar. Retirei no ponto ao dente e já foi direto para o prato.
– No prato, já com a massa amassei a ricota num amassador de batatas e coloquei sobre a massa parecendo neve. Em seguida, queijo parmesão à vontade!!

E viva!!! Comi demais!!!

E essa tal maturidade…

criançaLEITURA BÍBLICA:  Hebreus 5:12 – 6:3

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1 Coríntios 13:11)

Quando temos filhos pequenos ensinamos através do exemplo e da repetição. Quantas e quantas vezes repetimos “vai escovar os dentes” ou “não pode isso, não pode aquilo” ou “põe este agasalho” ou “coloque no prato apenas a comida que vai comer” e tantas outras coisas. Fazemos isso porque nossos filhos são crianças e precisam aprendem o básico, eles ainda não têm experiência e é nossa responsabilidade contribuir para a formação deles.

Mas quando nossos filhos vão avançando, vão adquirindo experiências, nossas falas vão mudando, a cada época da vida deles um ensino diferente. Significa que naquilo que ensinamos eles já adquiriram experiência e por meio dela veio o aprendizado. Não dá mais pra ficar falando na cabeça do filho de 18 anos que ele “precisa escovar os dentes”, não é mesmo?

Da mesma forma que agimos om nossos filhos, o ensino da Palavra de Deus tem etapas. O texto de Hebreus fala que primeiramente se ensina os princípios elementares da nossa fé, que devemos aprender, experimentar e saber. E quem sabe, em seguida ensina. O autor de Hebreus retrata uma situação diferente: mesmo sendo ensinado por muito tempo nos princípios elementares na base da nossa fé, o povo continuava agindo como se não soubesse, como crianças naqueles aspectos.

Vivenciamos isso com muita clareza nos nossos dias e em nossas comunidades. Cada dia vemos mais crianças na fé que, infelizmente, não suportam o alimento genuíno, forte que as Escrituras nos proporcionam. Vivem do que ouvem de homens e não da pureza e clareza da Palavra de Deus. Tão confusos!!!

E lembrando que maturidade significa a conquista do equilíbrio, estabilidade e da sabedoria: que pressupõe a finalização de um processo de vivência e conscientização de aspectos que chegaram ao nível da acomodação interior, ela não tem necessariamente que estar ligada à idade. Está ligada à experiência, à prática.

Não adianta querer mudar o curso das coisas sem que aja transformação das atitudes erradas, mas sem autoconhecimento a maturidade torna-se inatingível. Não existe ingrediente mágico pra isso!

Vou usar uma expressão de minha amada mãe para terminar: “é no balanço da caroça que as abóboras se ajeitam” – neste ajeitar não dá pra sair sem alguns arranhões, certo?