Yad Vashem – Começando o curso

Depois de uma boa noite de sono, acordamos e tomamos um belo café da manhã. Como era Shabbat quase tudo estava fechado em Jerusalém. Assim, foi um tempo precioso para encontrar os colegas de outros países que iam chegando aos poucos.

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Maria Isabel, Melissa e eu

Nosso almoço foi muito divertido com a incrível Maria Isabel, nossa companheira vinda do México. Maria Isabel ensina teatro para crianças em Tabasco. Alegre, com um coração super sincero, ela anima o ambiente. Conversamos bastante, depois descansamos e já era hora de encontrar mais colegas de curso que estavam chegando.

mais gente

E encontramos Katerine vindo do Peru, Ketlin da Costa Rica e Juan Inácio vindo da nossa vizinha Argentina. Foi um tempo agradável, quando compartilhamos um bom chimarrão trazido por Juan Inácio porque estava frio, viu!!!

Como nosso curso começaria com um jantar a noite fomos dar algumas voltas por Jerusalém. Nossa primeira aventura foi seguir a Av. Jafa direto até a cidade velha. Eu, Genarina (Panamá), Melissa (Brasil), Maria Isabel (México), Anatolio (Panamá) e Juan Manuel (Argentina) – na foto que eu tirei. Almoçamos num restaurante de trabalhadores onde não se falava nada além de Hebraico e tivemos ajuda de um Cliente que sabia um pouco de inglês e nos auxiliou com os pedidos. Voltamos ao hotel de trem – muito bom andar naquele trem, viu (olha a mineira falando) e tratamos de nos arrumar para o jantar com a Eliana Rapp, diretora do Yad Vashem.

Acima uma foto do Jantar com Katerine (Peru), Ana Cláudia (Também do Brasil) eu, Gisela (cabelo curto, de costas – Uruguai) e Roxana (Argentina). Em pé, fotografando, está a Miryam, esposa do Pedro (Uruguai). Foi um tempo de apresentações, dinâmicas, entrega de material. E o grupo começava a se conhecer, compartilhando os objetivos de cada um para este período em Jerusalém.

E depois do jantar, descansar porque as aulas começavam no outro dia bem cedo.

Beth Alves

A viagem a Israel -chegando em Jerusalem

Duas viradas de ano a bordo do avião. A primeira francesa e a segunda brasileira. Muita alegria naquele voo dia 31 de dezembro de São Paulo a Paris. Cheguei por volta das 11 da manhã – horário de Paris – e aguardei até 17:30 horas para embarcar novamente de Paris para Tel Aviv.

air franceComo boa brasileira, entabulei conversa com várias pessoas e acabei encontrando um grupo de irmãs católicas que ia a Jerusalém para um curso de um mês. Uma simpatia, elas.

Dentro do avião tive a grata surpresa de me sentar ao lado de uma francesa que acompanhava a filha também francesa casada com um israelita. Estava viajando para ajudar a filha que levava três crianças: um de sete anos e dois gêmeos de um aninho apenas. Além do francês a senhora falava inglês e espanhol, o que tornou mais fácil a nossa comunicação.

Ela contou sobre a situação difícil que passa o povo judeu na França atualmente por conta do antissemitismo e que a decisão da filha de mudar para Israel se deveu a isso. Foi uma viagem bem tranquila chegando a Tel Aviv por volta das 23:30 horas.

nesherPassei com tranquilidade pelo controle de passaporte, apanhei as malas e fui tomar o táxi coletivo Nesher. Tudo muito tranquilo. Com eles é só você informar em qual hotel vai ficar hospedado que eles deixam a gente na porta.

Mas um a vez a brasilidade aflorou e durante todo o trajeto conversei com um judeu, um juiz que reside em São Paulo e tem dois filhos morando em Jerusalém. Ele mora na região de Higienópolis, região que conheço bem, pois estudei Teologia na Universidade Mackenzie na Consolação, bem divisa do bairro. O tempo voou pois a conversa estava muito interessante.

prima-park-hotel-jerusalem-jerusalem-jerusalem-district-85670E chego ao Prima Park por volta de meia noite e meia, em pleno Shabbat, muito cansada mas muito feliz. Uma viagem inteira de oportunidades de conhecimento e de relacionamentos. E, encontro novamente Melissa que seria minha companheira de quarto durante todo o período em Jerusalém. Outra alegria! Gente, se eu me achava uma mulher prática, vocês precisam conhecer Melissa. aprendi muito com ela.

Mas isso é para o próximo post…

Beth Alves

A viagem para Israel

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Jerusalém a noite

Foi um grande presente de Deus poder retornar a Israel depois da primeira viagem, há seis anos atrás. O meu coração, desde o ano passado, já estava saudoso demais, uma nostalgia só. Como uma filha com saudades da casa dos pais, era exatamente assim que eu me sentia.

Então, em setembro recebi o convite da Universidade Presbiteriana Mackenzie para um curso de Arqueologia Bíblica em Jerusalém, mais precisamente na Universidade Hebraica. Quatro mil dólares. Não dava pra mim. Sem chance… Fiz como Maria, guardei o desejo em meu coração e segui em frente.

Em outubro, recebo uma mensagem no facebook. Uma amiga postou um link da seleção do Yad Vashem para um seminário sobre o Holocausto. Detalhe: a seleção era para uma bolsa de estudos – toda a parte terrestre gratuita. Não pensei duas vezes, baixei os formulários, preenchi e enviei junto com meu currículo. E mais uma vez guardei tudo no meu coração.

Cheguei a compartilhar com meus alunos de Hebraico as duas seleções das quais eu estava participando: a do Yad Vashem e a do Mestrado. E as respostas vieram, pontualíssimas.E assim, no dia 28 de outubro fiquei sabendo que eu iria para Israel, fazer o curso “Memória do Holocausto e os dilemas de suas transmissão” no Yad Vashem – Escola Internacional para Estudo do Holocausto. No dia 3 de novembro a resposta também positiva com relação ao Mestrado.

Aí começou a correria: passagem, passaporte e recursos. Fui grandemente abençoada pelos meus alunos, que contribuíram para que eu pudesse viajar, me sustentando em oração e contribuindo financeiramente. Sou muito grata a cada um deles.

brasil

Eu, Ana Claudia e Melissa, já no Yad Vashem

E o dia da viagem chegou – 31 de dezembro de 2016. ainda no Aeroporto de Guarulhos conheci Ana Cláudia e Melissa, as duas colegas brasileiras do curso. As duas são de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Foram encontros preciosos.

Embarcamos cada uma num voo diferente, sendo que fui a última a deixar o país.

E aí  minha nova aventura começou….

(continua…)

Beth Alves

Tempo pra tudo!

TempoMuita gente me pergunta como organizo meu tempo para dar conta de todas as minhas atividades. Respondo com uma palavrinha bem simples: organização de acordo com as prioridades de Deus. A sabedoria bíblica nos ensina que há um tempo determinado para cada coisa embaixo do céu, e é assim que nós devemos viver.

Mas existem algumas regrinhas básicas que valem ouro e que, se seguirmos, alcançaremos nosso objetivo com mais facilidade. Ah, e por falar em objetivo, qual é o nosso mesmo? Realizar com excelência tudo o que nos vem à mão como se fosse para o Senhor, priorizando as ações de acordo com as prioridades de Deus: Ele acima de todas as outras coisas; depois a nossa família ; depois o trabalho que nos dá o sustento para mantê-la e ajudar aqueles que necessitam;  as atividades congregacionais ou eclesiásticas e, fechando a nossa lista, o lazer. Esta ordem é muito importante para organização do nosso tempo.

A semana tem 7 dias de 24 horas cada dia, totalizando 168 horas. Destas 168 horas, vocês que trabalham 8 horas por dia, 5 dias na semana, gastam 40 horas trabalhando, 10 horas em horário de almoço e 10 horas, sendo bem otimista, indo para o trabalho e voltando dele. Só aí, ao todo, são 60 horas.

Nós dormimos e o ideal é que sejam 8 horas por noite, totalizando 56 horas por semana. De 168, já foram 60 horas com trabalho e 56 com o sono, restando então 52 horas. Precisamos manter a nossa casa em ordem e para isto fazer compras, arrumar a casa, lavar e passar as roupas, o que nos toma, semanalmente mais umas boas 12 horinhas. Restam, então, 40 horas…

Estas 40 estão assim distribuídas: 3 horas por dia de segunda a sexta: geralmente de 19 às 22 horas. As outras 28 horas estão distribuídas entre sábado e domingo. Normalmente, este é o tempo que temos para dividir entre marido/esposa; filhos; visitas a parentes e amigos; passeios; cinema; teatro e outras formas de lazer. Este também é o tempo disponível para leitura e nossa capacitação profissional, como também para frequência a cultos e eventos da igreja.

Como viver levando em consideração as prioridades da Palavra tendo tão pouco tempo disponível? Pense… nossa prioridade não é a família? Então, a resposta para esta pergunta é envolver a nossa família em todas as nossas atividades onde isto seja possível- a resposta é a integralidade.

Vale muito a pena usar toda a tecnologia disponível para cumprir os nossos objetivos. Efetuar pagamentos e fazer comprar pela internet; enviar e receber mensagens usando o celular para resolver aquelas questões em casa que aparecem quanto estamos ausentes; pesquisar algumas receitinhas para montar o cardápio da semana ; ler livros pelo e-reader ou mesmo no notebook – são todas ações que maximizam nosso tão precioso tempo.

Uma planilha semanal com as atividades fixas e com os devidos espaços para as atividades flexíveis é uma ferramenta imprescindível. Deixo a minha sempre sobre a minha mesa de trabalho no escritório. Também  uso uma planilha mensal para ter maior visibilidade dos compromissos como por exemplo, os finais de semana em que agendo palestras ou ministrações. Fazendo isso, não corremos o risco de  sobrecarregar nossa agenda, priorizando sempre um tempo livre pra gente… precisamos tanto dele!!!!

Mas, meus queridos e queridas, nada substitui essa palavra: “Portanto não fiquem preocupados com o dia de amanhã. Deus cuidará do dia de amanhã para vocês também. Já é suficiente a preocupação de cada dia.” Mateus 6:34 – Bíblia Viva.

Beth Alves

Mutirão

Leitura Bíblica: Esdras 1: 5 – 7; Neemias 3: 1Multirão

Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
Romanos 12:7,8

Sinto um aperto no coração quando leio Esdras e Neemias,vejo a ação do povo de Israel e comparo com os nossos dias. Todos contribuíram de alguma forma para a obra do Senhor. Vejo hoje as pessoas escolhendo contribuir naquilo que dá  visibilidade, como se estivessem elaborando um plano de negócios, visando o maior retorno possível de sua ação. Com o Senhor não funciona assim! O olhar dele está sobre nós, sobre tudo o que fazemos. E tudo que fazemos deve ser para a glória d’Ele apenas. Ai de nós, se fizermos de forma diferente. Olhem ao redor de vocês ajudem quem precisa. Essa é a vontade do Senhor.

Aleluia!

Beth Alves

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XII

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Amor

Deus resume a totalidade de Seus pensamentos sobre a vida em uma palavra: amor. A definição de Deus sobre amor quer dizer a presença de justiça, provisão, integridade e verdade. De acordo com os planos de Deus, a autoridade do Governo pertence ao povo. A autoridade da Ciência são as imutáveis Leis da Natureza criadas por Deus. A autoridade da Igreja é a aplicação correta da Palavra de Deus. E a autoridade é expressa na Família através do amor. Esse amor, que e definido pela maneira que Cristo amou a Igreja.

Os jovens sentem dificuldade com o fato de que ainda ensino sobre o modelo bíblico sobre a estrutura familiar. Elas acham que esses conceitos são antiquados.  Ao estudar a Bíblia toda, encontro uma estrutura em todas as instituições que Deus criou. Ele criou o homem e o universo para funcionarem assim.

Mas, o que Ele quer dizer com estes textos a seguir?

Ef. 5:22-33 e 6:1-4

“Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo éo cabeça da igreja, que éo seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito” (Ef. 5:22-33).

“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe este é o primeiro mandamento com promessa para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef. 6:1-4).

Dessa forma, se tirarmos o foco da discussão de questões estruturais e de autoridade, percebendo que não se trata de “quem vai levar o lixo para fora?” ou de “quem vai lavar a louça?”, mas de quem é responsável e quando dever ser responsável, então, penso que a perspectiva de Deus fica mais fácil de entender. Por exemplo, se um dos cônjuges se encontra inconsciente no hospital e precisa se submeter a uma cirurgia, quem deve dar o consentimento? Se um dos pais morre em um acidente, quem deve ficar com as crianças? Quem deve ter a responsabilidade financeira pelas crianças até que cresçam e possam cuidar de si mesmas? Os Governos têm de criar leis para guiar decisões como essas que a Sociedade tem de fazer diariamente e nossa cosmovisão sobre a Família vai determinar essas decisões. Na Palavra de Deus, a ênfase é bem clara: uma grande parte da responsabilidade pertence à família.

A autoridade da família está no amor

Existe estrutura e autoridade na família. Agora, como essa autoridade deve ser usada? Quando essa autoridade á abusada ou negligenciada? Quando uma criança deve ser retirada de sua família? Quando uma esposa ou um marido deve desistir de seu casamento? Quando o Governo deve tirar a autoridade dos pais? Como determinamos o limite entre disciplina e abuso de uma criança? Essas são perguntas difíceis! Mas, na verdade, a essência dessas questões é: “quando é que a família tem autoridade e quando é que a comunidade e o Governo entram em cena?”

Como definimos o amor? A Palavra diz que o amor é demonstrado na maneira em que Jesus trata a Igreja e pela forma que uma pessoa cuida de seu próprio corpo. O amor quer dizer: “você é tão importante para mimcomo eu mesmo.” Na verdade, esse tipo de amor quer dizer – você ê mais importante para mim que eu – porque Cristo entregou Sua vida e Seu direito de autoridade pela Igreja. Ele entregou Seu corpo e Sua vida para que nós tivéssemos vida.

Uau! Isso é radical. Maridos, isso significa que, para que vocês tenham autoridade sobre suas esposas, vocês devem ser o exemplo de amor maior. Sua autoridade em casa é fundamentada na qualidade do seu amor! Pais, para que tenham autoridade sobre seus filhos, vocês têm de amá-los. Quanto menos fiel for o seu amor, menos autoridade você terá. Se você agir de uma maneira que é, na verdade, prejudicial ao seu cônjuge ou aos seus filhos, você não terá autoridade nenhuma e eles podem e devem ser tirados de você.

Um cônjuge ou uma criança devem correr risco de morte e suportar abusos porque Deus deu autoridade à estrutura familiar? Absolutamente não! Deus nunca deu a ninguém a autoridade total sobre todas as coisas. Ele é o Único que pode ter esse tipo de autoridade e, assim mesmo, Ele íimita a Si mesmo. Ao nos criar à Sua imagem, Ele limitou Seu controle sobre nossas vidas, dando-nos o livre arbítrio. Essa liberdade traz direitos e responsabilidades para cada um de nós, mas, quando alguém tenta remover essa liberdade em nome de qualquer autoridade, isso é chamado de tirania.

Para entender o que Paulo quer dizer quando ensina que devemos nos submeter às autoridades governamentais, veja como ele mesmo vivia essa submissão. Quando o governo Romano ordenou que ele parasse de pregar, ele desobedeceu à autoridade deles consciente de que seria preso por isso. Havia uma Lei maior sobre a sua fé e suas ações: Deus. Quando o Governo exerceu uma autoridade que não lhe foi dada pelo povo ou por Deus, Paulo entrou em desobediência civil. Só esse assunto daria um livro, mas o que estou querendo dizer aqui é que, ninguém, incluindo a Família, tem autoridade total sobre ninguém. De acordo com as Escrituras, o respeito, a submissão e a obediência nem sempre querem dizer fazer tudo o que mandam. Provavelmente, esse é o conceito mais violado no contexto da Família.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XI

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Provisão

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a família é a primeira linha de proteção contra a pobreza e contra a ruína financeira.

A definição de destituído e de quem deveria alimentar o destituído foi uma das primeiras discussões da Igreja.

Em 1Tm. 5, Paulo deixa claro que, se a pessoa em necessidade tiver família, a família deve assumir responsabilidade e cuidar dela.

Somente se a pessoa não possui alternativa alguma, por exemplo, nem família nem trabalho, então a Igreja deve dar assistência.

O costume dos fariseus era dar o dízimo de tudo, até das ervas de sua cozinha. Jesus os repreendeu por estarem dando menta como dízimo, mas deixando seus pais sem auxílio financeiro.

O livro de Rute reconta a história da viúva Noemi e sua nora também viúva, Rute.

Refugiadas, sem filhos, e sem recursos em uma terra estrangeira, elas retornam para a cidade de origem da família de Noemi, em Israel.

Lá, elas encontram auxílio recolhendo as sobras dos campos de Boaz, o parente mais próximo que tinham, e que, com o seu direito como “resgatador” se casa com Rute, e a traz juntamente com Noemi pra dentro de sua casa.

Que conceito maravilhoso, o “resgatador!” Para Deus, a primeira linha de responsabilidade para com aqueles em dificuldades financeiras é a Família, não a Igreja, comunidade ou Governo.

Em geral, a cultura judaica ainda funciona assim, e é muito raro encontrar um judeu em estado de pobreza, mesmo nos países mais pobres.

Quando eles imigram para um pais, alguns da família vão primeiro, estabelecem-se, e então, trazem os próximos e os ajudam a se estabelecerem e assim por diante.

Eles podem não ser ricos, mas não passam necessidades e, raramente, dependem de alguém de fora da família. Isso não é só uma questão de inteligência, mas também, são os princípios de Deus sobre a responsabilidade da família sendo aplicados.

No mundo individualista em que vivemos hoje, valorizamos a autoconfiança. Isso não é de todo ruim, mas, nas Escrituras está claro que Deus equilibra independência com responsabilidade da família e da comunidade. A visão moderna sobre Família está contribuindo com a pobreza e ruína econômica dos indivíduos e da comunidade.

Família: a primeira linha de defesa – Justiça

Dt. 21:15-21 pode ser perturbador se estamos lendo em busca da aplicação e não do princípio:

“Se um homem tiver duas mulheres e preferir uma delas, e ambas lhe derem filhos, e o filho mais velho for filho da mulher que ele não prefere, quando der a herança de sua propriedade aos filhos, não poderá dar os direitos do filho mais velho ao filho da mulher preferida, se o filho da mulher que ele não prefere for de fato o mais velho. Ele terá que reconhecer como primogênito o filho da mulher que ele não prefere, dando-lhe porção dupla de tudo o que possui. Aquele filho é o primeiro sinal da força de seu pai e o direito do filho mais velho lhe pertence. Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que não obedece ao seu pai nem à sua mãe e não os escuta quando o disciplinam, o pai e a mãe o levarão aos lideres da sua comunidade, à porta da cidade, e dirão aos líderes: ‘Este nosso filho é obstinado e rebelde. Não nos obedece! É devasso e vive bêbado’. Então todos os homens da cidade o apedrejarão até a morte. Eliminem o ma! do meio de vocês. Todo o Israel saberá disso e temerá”.

Essa passagem não é um ensino a favor da poligamia ou da pena de morte para adolescentes.

Na época em que Moisés a escreveu, as tribos eram polígamas e violentas.

A ordem do “olho por olho e dente por dente” já era um a tentativa de conter o sistema em que eles pagavam violência com mais violência. Deus nunca foi ignorante com relação à realidade do povo que estava discipulando.

Deus é realista. Discipulado leva tempo e um passo dado na direção correta, já é um bom avanço.

Ao estudarmos as escrituras como um todo, vê-se que a monogamia é obviamente o ideal de Deus, mas, naquela época da História, eles eram polígamos e, mesmo dentro daquele sistema indesejado, deveria existir Justiça.

A imensa importância dessa passagem e de outras leis parecidas é que: “todos os membros de uma família tem direitos, sejam homens, mulheres ou crianças” e “todos os membros da família têm a responsabilidade de respeitar e cumprir esses direitos.”

Não há registro nas Escrituras sobre qualquer adolescente rebelde sendo apedrejado.

E não acho que é para se surpreender.

A importante mensagem desse texto é a ênfase na responsabilidade dos pais.

Os pais devem investir tempo e ser responsáveis pela disciplina.

Se isso não estiver adiantando, eles devem então trazer o adolescente para os líderes.

É responsabilidade da comunidade, decidir se os pais fizeram tudo o possível e se o adolescente é realmente incorrigível.

Outra passagem ensina que são os pais que devem liderar a aplicação do castigo.

O princípio não é “adolescentes rebeldes devem, ser apedrejados.”

O princípio que Deus está querendo ensinar aqui é que “os pais são responsáveis pelas ações de seus filhos.”

No livro de Ester, vemos um exemplo maravilhoso de responsabilidade familiar sendo cumprido.

Ester é uma órfã e uma refugiada. Mordecai, seu primo, cria a menina como se fosse sua filha. Ele foi um instrumento essencial para que ela se tornasse a Rainha da Babilônia. Mordecai foi um exemplo de paixão por justiça não somente dentro de sua família, mas também, em sua comunidade. Quando o rei pagão, que mantinha os judeus em exílio, estava correndo o risco de ser assassinado, é Mordecai quem descobre e o avisa sobre a conspiração, salvando a vida do rei. Mordecai então pede que Ester use sua posição de rainha e salve o povo judeu de uma conspiração de genocídio planejada por Hamã, outro líder político. Mordecai vivia pela lei do “ame ao próximo como a si mesmo” e exibia isso cuidando de sua família, do país onde vivia e, finalmente, do seu próprio povo. Ele compreendia que Justiça incluía “amar ao próximo.” O simples fato de ter sido um exemplo disso para apenas um só membro de sua família, Ester, que seguiu seu exemplo, resultou na salvação de uma nação. Jesus diz que todas as leis de Deus podem ser resumidas nesta única sentença: ame a Deus e ame ao próximo como a si mesmo. Tiago chama isso de a Lei do Reino14 e fala que mostrar discriminação na aplicação dessa lei é pecado. O que acontece quando crianças presenciam favoritismo em seus próprios lares? Pais que falam de justiça com os estranhos, mas tratam um ao outro injustamente. Um pastor que prega sobre amor aos Domingos, mas espanca sua mulher em casa. Falamos sobre o amor de Deus pelos perdidos, mas mostramos intolerância por grupos étnicos diferentes ou “tipos” de pecadores. Constantemente criticamos nossos Governos, mas não votamos. Como conseguiremos criar filhos que acreditem e sejam exemplos de Justiça, se nós mesmos não somos exemplos dentro dos nossos lares? Como conseguiremos ter influência em nossas comunidades, se não demonstramos interesse e ação dentro de casa? E claro que não conseguiremos. A Família é a primeira linha de defesa contra a injustiça social e individual.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

 

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE IX

Família: a primeira linha de defesa Valores (Educação)

FamíliaUma das primeiras coisas que me chamou a atenção no estudo sobre a Família foi a ênfase dada ao tempo que pais e filhos tem que passar juntos e como esse tempo deve ser usado.

Vez após vez, você encontra frases como: quando você caminhar, se deitar, se levantar,” quando você se sentar, escreva (a Palavra) nos batentes das portas da sua casa e em seus portões-“.

Essas são instruções dadas aos pais sobre como ensinar aos seus filhos os princípios de Deus para todas as áreas da vida, e sobre ser um exemplo de como esses princípios devem ser vividos diariamente.

As Escrituras, não só reforçam a responsabilidade e a autoridade dos pais, mas mostram que o envolvimento do Governo e da Igreja no discipulado inicial das crianças deve ser praticamente ausente.

Ouvimos sempre muita reclamação sobre a falta de responsabilidade das nossas escolas, igrejas, e da indústria de entretenimento quanto a ensinar bons princípios às nossas crianças, mas, essa responsabilidade Deus deu aos pais e não a eles.

Não estou querendo defender a imoralidade, a violência e as drogas.

No entanto, ao culparmos a indústria de entretenimento, o Governo, as escolas, as ruas e as armas pelos problemas das crianças, não estamos vendo as coisas como Deus vê.

Estamos dizendo, na essência: “tornem o mundo mais seguro para que meus filhos estejam seguros.” Isso está longe da perspectiva bíblica da realidade. Deus diz:

— Para que seus filhos andem seguros em um mundo inseguro, ensinem e sejam exemplos do que eles precisam saber e entender. O pecado é real e estamos cercados pela maldade. Ensinem seus filhos a escolher o bem ao invés do mal!

Percebemos nas Escrituras que isso leva tempo, e que pais e filhos então estarão fazendo as coisas juntos e usando todas as oportunidades para discutirem como a perspectiva de Deus sobre a vida está relacionada com o nosso cotidiano.

Será que podemos esperar que nossos filhos levem esses princípios a sério, se não os virem nas vidas de seus pais?

Quando chegam à idade escolar, as crianças já sabem, pela maneira como seus pais vivem, se honestidade, justiça, integridade, coragem e se outros atributos de caráter são ou não importantes.

Claro que a escola, os professores, os pastores, a escola dominical, amigos e a cultura podem ter grande influência, mas o lar é a influencia principal na formação da criança e, aos olhos de Deus, claramente, a mais importante.

E a perspectiva de realidade que as crianças usarão para interpretar todas as outras influências que terão em suas vidas.

  Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE VII

Gen 1:26  E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.

Gen 1:27  Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Familia

Gen 1:28  Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

“Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o SENHOR, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá.” Dt. 5:16.

“Guardem no coração todas as palavras que hoje lhes declarei solenemente, para que ordenem aos seus filhos que obedeçam fielmente a todas as palavras desta lei. Elas não são palavras inúteis. São a sua vida.” Dt. 32:46-47.

De todas as categorias do Reino de Deus, a família é provavelmente a mais discutida e estudada pelos cristãos. Chegamos ao ponto de basearmos nossas plataformas políticas em “valores da Família” e, ainda assim, o índice de divórcios continua subindo. E não há uma diferença significativa entre a população cristã e a não-cristã. Por quê? O poder de Deus consegue nos salvar e não consegue restaurar nossas famílias?

Na palavra de Deus encontramos ensino para a família em todas as áreas. Eles falam sobre casamento, filhos, parentes, conflitos, conduta sexual, herança, Família e Finanças, Família e Justiça, Família e Educação e muito mais.

A influência da Família está em tudo e em todos. Dizem que, quando chegamos aos 4 anos de idade, já definimos 80% da nossa visão da vida. Ao começar a frequentar a escola, nós já sabemos se somos bons ou ruins, se o mundo é um lugar seguro ou perigoso, se somos inteligentes ou estúpidos e se devemos confiar ou ter medo das pessoas. Teremos aprendido uma estratégia de viver de fazendo perguntas ou construindo defesas. Já saberemos se um desafio é algo excitante ou perigoso. Ininterruptamente, iremos continuar a avaliar a vida e o mundo em que vivemos através desta perspectiva que desenvolvemos da realidade. De acordo com a nossa atual terminologia cristã, poderíamos dizer que nós adquirimos a maior parte da nossa cosmovisão antes até de começarmos a frequentar a escola. Em outras palavras, durante os primeiros 4 anos de vida, nossos pais e o ambiente do lar nos dão a definição de realidade que iremos usar pelo resto de nossas vidas.

Na primeira infância, entre 1 e 2 anos aprendemos por repetição; precisamos de afeição; o importante é o exemplo.

Já na segunda infância, entre 3 e 6 anos, aprendemos pela experimentação, pela descoberta; é a idade de estimular a cooperação, muito importante de ser aprendida aqui nesta fase.

Na terceira infância, entre 7 e 12 anos, a curiosidade e a exploração são os interesses dominantes, Aprendem a pensar por si.

Um exemplo impressionante dessa influência da Família é o cenário cultural da Nova Zelândia. A população dessa pequena ilha é dividida entre os povos indígenas Maori e os imigrantes europeus. De muitas maneiras, a vida cotidiana da Nova Zelândia é integrada nas escolas, lojas, transporte, notícias, mídia e entretenimento, vestuário e esportes. No entanto, a cultura dos Maoris e dos Europeus na Nova Zelândia é tão diferente, que parece que eles vivem em lados opostos do mundo. Como isso é possível? Onde esses valores e perspectivas tão diferentes da realidade são aprendidos? Em casa! Com a família! Praticamente sem querer.

Numa época em que nos concentramos em quase tudo menos na família – filmes, TV, música, escola, amigos – Deus coloca seu olhar diretamente sobre a Família, elegendo-a como a influência mais importante na Sociedade. A visão bíblica geral nos deixa com um enorme senso de que, para Deus, a Família é sagrada e é o alicerce mais importante de tudo o que Ele criou. A Família é responsável pelo atributo mais precioso para ele: o Amor! Não é a toa que ela é tão atacada.

Cântico dos Cânticos

Poucos assuntos ganharam um livro inteiro na Bíblia: o amor e a antecipação ao casamento são alguns deles. Quando Deus dá tanta atenção a alguma coisa, temos que fazer o mesmo. Cântico dos Cânticos celebra os entusiasmantes altos e baixos das emoções do amor e da antecipação de sua expressão física no casamento. Os cristãos são acusados de terem uma visão limitada sobre o sexo, mas, Deus demonstra claramente que sexo á uma ideia boa. Esse livro é uma demonstração da alegria, conforto e prazer do casamento. Não é celebrado somente pela noiva e pelo noivo, entretanto, pelos seus amigos e comunidade como um todo. A mensagem não poderia ser mais clara: o Amor é uma coisa boa. O casamento é uma coisa boa. Sexo é uma coisa boa. E família é uma coisa boa.

Os capítulos primeiro e segundo de Gênesis preparam o cenário para a importância dos homens e mulheres trabalharem juntos. Deus disse que precisa tanto do homem como da mulher para a revelação completa da Sua imagem e os abençoa, fazendo da família, a Sua principal estratégia para encher a Terra com a revelação de quem Ele é.

Gn. 1:27-28 “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”.

No capítulo terceiro, podemos ver que o inimigo de Deus tem um plano diferente. Em primeiro lugar, ele quer ver a separação entre o homem e Deus e, em segundo lugar, quer criar hostilidade e desconfiança entre o homem e a mulher.

Esses devastadores resultados disso podem ser vistos hoje, quando vemos a Família, uma criação tão sagrada de Deus, virando um campo de guerra em todas as sociedades do mundo.

Homens divorciados têm oito vezes mais chances de sofrerem uma doença mental.

Lares destruídos produzem um grande número de sociopatas com pouco ou nenhum respeito pela sociedade.

Ruína financeira e pobreza seguem os divórcios e a próxima geração é mutilada antes mesmo de ter uma chance.

Essas são as mas notícias com relação à Família.

Quais são as boas notícias?

Qual foi a intenção de Deus na criação?

Ao continuarmos lendo Gênesis, vemos que Deus destaca a origem do cosmos, do indivíduo, da família, das tribos, e finalmente a origem das nações.

A idolatria ocidental ao individualismo praticamente cegou o nosso entendimento bíblico quanto à importância da Família e da comunidade.

A maioria dos atributos de Deus não pode ser vista ou ensinada isoladamente.

A ideia de que viver completamente sozinho seria o paraíso   e até pode parecer poética, mas é estéril.

Você não pode expressar amor, justiça, amizade, generosidade e sabedoria se você estiver sozinho em uma ilha.

As idéias e as características mais fantásticas de Deus são reveladas ao vivermos juntos.

Começamos a aprender esses atributos nas nossas famílias.

Continuaremos no próximo post.

 Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Líderes sarados, Família restaurada, Igreja Fortalecida – Parte III

Onde e porque perdi meu estado original?Pó da terra

Depois de ter Deus formado o homem ele o colocou no Jardim que ficava no Éden, lugar especial criado para a moradia do homem, que deveria cultivar e o guardar e ordenou que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois no dia que dela comesse, morreria.

Gênesis 2:15 – Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem, e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar.

Gênesis 2:16-17 – De todas as árvores do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em dela comeres, certamente morrerás.

“Outros seres” que não o homem já estavam ali no jardim observando o que acontecia. No capítulo 3 de Gênesis vemos quem era este inimigo, contra o qual o jardim deveria ser guardado e protegido. Ele se fez passar por uma serpente, mais sagaz que todos os animais, que levou Eva a induzir Adão, fazendo que pecassem, separando-se de Deus. Naquele momento:

Gênesis 3:7 – Abriram-se, então os olhos de ambos, e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira, e fizeram cintas para si.

Aconteceu uma grande transformação no caráter do homem. Em vez de olhar para o “ser” de Deus, o homem começou a olhar para si próprio, sendo a sua própria medida.

Esconderam-se da presença de Deus

A mulher disse a Deus: A serpente me enganou e eu comi.

Então Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos, e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre, e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Deus disse à mulher: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

O pecado não apenas separou o homem de Deus, mas trouxe a morte e a traz até hoje.
O salário do pecado é a morte. ( Romanos 6:23)

Vamos destacar aqui o amor de Deus pelo homem. Deus ama tanto que em vez de nos fazer robôs ele nos fez à semelhança dele e nos deu opção de servi-lo de acordo com a nossa escolha. Logo em seguida ele oferece uma segunda chance ao homem, oferecendo seu próprio filho como o descendente do homem para morrer no lugar deste. Promovendo a restauração da aliança, reconciliando-nos com Ele através de Jesus.

Gênesis 3:14 – …rastejarás sobre o teu ventre, e comerás pó todos os dias da tua vida…

A serpente representa satanás. Serpentes não comem pó, não é verdade? O que então Deus quer diz com “comerás pó”? Se voltarmos ao verso 7 encontraremos Deus formando o homem do pó da terra. Concluímos que esta palavra se refere ao corpo, à carne do homem. Num sentido mais amplo, satanás se alimenta da nossa carne, daquilo que é carnal, originário das concupiscências da carne, ou seja das obras da carne.

Assim, todas as vezes que deixamos operar em nós as obras da carne, ou da nossa antiga natureza caída, passamos a ter um ponto em comum com satanás. Um coração cheio de ódio (mesmo que seja de um cristão nascido de novo) será um excelente local para ele agir, levando o indivíduo até a uma vida de derrota em outras áreas. Satanás não encontrou nada carnal em Jesus, nada que lembrasse  natureza caída do homem.

O homem passou a ser guiado pela sua própria vontade e desejo. O homem em seu estado original podia ouvir a voz de Deus e viver em comunhão com ele. O homem pecou e com isso aconteceu a separação de Deus. Quando o homem se reconhece como pecador e convertesse a Deus, por meio de Jesus Cristo, recebendo-o Senhor e Salvador, ele nasce de novo e começa a viver em comunhão com Deus.  É restabelecido um relacionamento de amor.

O homem não nascido de novo é um indivíduo indiferente à Deus, desconhece o plano de salvação. Se fossemos destinados apenas à vida eterna, podíamos aceitar Jesus e morrer e já estaríamos na glória com o Senhor. Mas estamos aqui, ano após ano, completando aniversário de conversão. Por que?

Ora, a morte não tem nenhum poder para nos santificar e de nos tornar parecidos com Jesus. Estamos destinados a morrer uma só vez e depois disso vira o juízo.

Hebreus 9:27 – E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo,

Deus quer que você dê muitos frutos na vida cristã. Quanto mais semelhantes a Jesus, mais frutos.

Romanos 12:2 – Transformai-vos pela renovação da vossa mente..

Então prossigamos em conhecer e em praticar a Palavra de Deus a cada dia, assim aguardamos a volta de nosso amado Senhor e Salvador Jesus.

Beth Alves