Hoje lendo Lucas capítulo 8 mais uma vez se confirmou diante de mim a realidade da nossa peregrinação nesta terra e o caminho que devemos trilhar até à “terra da promessa”. Sim, vivemos exilados e há muito tempo.
Vivemos numa terra que não é nossa, regida por um deus que não é o nosso e ainda com uma lei que não é a nossa, não é a Palavra de Deus, as Escrituras.
Mas mesmo assim, somos ensinados por esta mesma Palavra a viver como se já estivéssemos na nossa terra, na nossa casa. Somos estimulados a ser luz numa terra de escuridão. Somos estimulados a sermos sal numa terra insípida. Somos ensinados e estimulados a fazer a diferença.
Não temos nada de nosso, porque tudo é do nosso Deus que na sua graça e misericórdia nos resgatou e nos fez parte da sua família, família esta espalhada pela face da terra. Tudo nesta terra é colocado à nossa disposição para que usemos com bom senso e sabedoria porque daremos conta da nossa atitude ao nosso Deus.
Vivemos sob um governo, o governo do nosso Deus em nós (O Reino está dentro de nós) e sobre nós (somos cidadãos do Reino) e assim caminhamos, colaborando na implantação deste Reino, dia após dia – um privilégio.
Mas não podemos de forma alguma esquecer a beleza, a grandeza, as maravilhas que nos esperam quando a plenitude do Reino chegar. Quando de fato Jesus travar a última batalha, tomar posse completa deste Reino e entregá-lo ao Pai e viveremos para sempre com o Senhor.
Enquanto isso, cuidemos cada um daquilo que é colocado à nossa frente todos os dias, como ponte sobre as águas, como uma flecha que acerta o alvo, como luz nas trevas… porque o que está preparado para nós nem olhos viram nem ouvidos ouviram… não consigo imaginar…
Aleluia!
Tenho percebido pelo caminho muita confusão na comunidade cristã pela falta de entendimento unificado de alguns termos bem simples. Olhamos para o texto bíblico e em vez de mergulhar no conhecimento do contexto da época e extrair princípios para o nosso dia a dia, em muitas ocasiões, tomamos literalmente o texto e o aplicamos nos dias de hoje. Um problema porque ninguém entende nadica de nada.