Não façam diferença entre as pessoas

abraco-familia-filhos-pais-1418950462326_615x470LEITURA BÍBLICA: JUÍZES 11:1-11

Um homem tem um filho com uma prostituta. Os filhos dele com sua mulher expulsam o filho da prostituta das terras da família, dizendo que não teria parte na herança por ser filho de outra mulher.

Resumidamente, esta é a história de Jefté. Realmente percebe-se que o povo de Israel vivia num período de anarquia: cada um fazia o que queria. Se eles lembrassem dos princípios da Torah, não teriam agido assim com Jefté.

Desde os primórdios, Deus estabeleceu igualdade entre os homens, os chamando de “Adam” (humanidade, um todo), ensinando a não fazer acepção de pessoas. O fato de Jefté ser fruto de um relacionamento fora da aliança não dava aos irmãos o direito de expulsá-lo de suas terras, da casa de Gileade. Afinal, quem errou não foi jefté, foi o pai dele.

E este assunto é tão atual, não é mesmo? Quantas crianças são rejeitadas e discriminadas, carregando a vida inteira o estigma de “filho da outra”? Carregam a rejeição a vida inteira, às vezes.

Precisamos lembrar que devemos odiar o pecado e não o pecador. Devemos amar atitudinalmente todas as pessoas, sejam elas quem forem. Vamos refletir sobre este assunto e mudar de atitude. Vamos tratar a todos com o mesmo amor, o amor que vem do nosso Pai, o amor de Deus! Aleluia!

Beth Alves

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XII

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Amor

Deus resume a totalidade de Seus pensamentos sobre a vida em uma palavra: amor. A definição de Deus sobre amor quer dizer a presença de justiça, provisão, integridade e verdade. De acordo com os planos de Deus, a autoridade do Governo pertence ao povo. A autoridade da Ciência são as imutáveis Leis da Natureza criadas por Deus. A autoridade da Igreja é a aplicação correta da Palavra de Deus. E a autoridade é expressa na Família através do amor. Esse amor, que e definido pela maneira que Cristo amou a Igreja.

Os jovens sentem dificuldade com o fato de que ainda ensino sobre o modelo bíblico sobre a estrutura familiar. Elas acham que esses conceitos são antiquados.  Ao estudar a Bíblia toda, encontro uma estrutura em todas as instituições que Deus criou. Ele criou o homem e o universo para funcionarem assim.

Mas, o que Ele quer dizer com estes textos a seguir?

Ef. 5:22-33 e 6:1-4

“Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo éo cabeça da igreja, que éo seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito” (Ef. 5:22-33).

“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe este é o primeiro mandamento com promessa para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef. 6:1-4).

Dessa forma, se tirarmos o foco da discussão de questões estruturais e de autoridade, percebendo que não se trata de “quem vai levar o lixo para fora?” ou de “quem vai lavar a louça?”, mas de quem é responsável e quando dever ser responsável, então, penso que a perspectiva de Deus fica mais fácil de entender. Por exemplo, se um dos cônjuges se encontra inconsciente no hospital e precisa se submeter a uma cirurgia, quem deve dar o consentimento? Se um dos pais morre em um acidente, quem deve ficar com as crianças? Quem deve ter a responsabilidade financeira pelas crianças até que cresçam e possam cuidar de si mesmas? Os Governos têm de criar leis para guiar decisões como essas que a Sociedade tem de fazer diariamente e nossa cosmovisão sobre a Família vai determinar essas decisões. Na Palavra de Deus, a ênfase é bem clara: uma grande parte da responsabilidade pertence à família.

A autoridade da família está no amor

Existe estrutura e autoridade na família. Agora, como essa autoridade deve ser usada? Quando essa autoridade á abusada ou negligenciada? Quando uma criança deve ser retirada de sua família? Quando uma esposa ou um marido deve desistir de seu casamento? Quando o Governo deve tirar a autoridade dos pais? Como determinamos o limite entre disciplina e abuso de uma criança? Essas são perguntas difíceis! Mas, na verdade, a essência dessas questões é: “quando é que a família tem autoridade e quando é que a comunidade e o Governo entram em cena?”

Como definimos o amor? A Palavra diz que o amor é demonstrado na maneira em que Jesus trata a Igreja e pela forma que uma pessoa cuida de seu próprio corpo. O amor quer dizer: “você é tão importante para mimcomo eu mesmo.” Na verdade, esse tipo de amor quer dizer – você ê mais importante para mim que eu – porque Cristo entregou Sua vida e Seu direito de autoridade pela Igreja. Ele entregou Seu corpo e Sua vida para que nós tivéssemos vida.

Uau! Isso é radical. Maridos, isso significa que, para que vocês tenham autoridade sobre suas esposas, vocês devem ser o exemplo de amor maior. Sua autoridade em casa é fundamentada na qualidade do seu amor! Pais, para que tenham autoridade sobre seus filhos, vocês têm de amá-los. Quanto menos fiel for o seu amor, menos autoridade você terá. Se você agir de uma maneira que é, na verdade, prejudicial ao seu cônjuge ou aos seus filhos, você não terá autoridade nenhuma e eles podem e devem ser tirados de você.

Um cônjuge ou uma criança devem correr risco de morte e suportar abusos porque Deus deu autoridade à estrutura familiar? Absolutamente não! Deus nunca deu a ninguém a autoridade total sobre todas as coisas. Ele é o Único que pode ter esse tipo de autoridade e, assim mesmo, Ele íimita a Si mesmo. Ao nos criar à Sua imagem, Ele limitou Seu controle sobre nossas vidas, dando-nos o livre arbítrio. Essa liberdade traz direitos e responsabilidades para cada um de nós, mas, quando alguém tenta remover essa liberdade em nome de qualquer autoridade, isso é chamado de tirania.

Para entender o que Paulo quer dizer quando ensina que devemos nos submeter às autoridades governamentais, veja como ele mesmo vivia essa submissão. Quando o governo Romano ordenou que ele parasse de pregar, ele desobedeceu à autoridade deles consciente de que seria preso por isso. Havia uma Lei maior sobre a sua fé e suas ações: Deus. Quando o Governo exerceu uma autoridade que não lhe foi dada pelo povo ou por Deus, Paulo entrou em desobediência civil. Só esse assunto daria um livro, mas o que estou querendo dizer aqui é que, ninguém, incluindo a Família, tem autoridade total sobre ninguém. De acordo com as Escrituras, o respeito, a submissão e a obediência nem sempre querem dizer fazer tudo o que mandam. Provavelmente, esse é o conceito mais violado no contexto da Família.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE XI

FamíliaFamília: a primeira linha de defesa – Provisão

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a família é a primeira linha de proteção contra a pobreza e contra a ruína financeira.

A definição de destituído e de quem deveria alimentar o destituído foi uma das primeiras discussões da Igreja.

Em 1Tm. 5, Paulo deixa claro que, se a pessoa em necessidade tiver família, a família deve assumir responsabilidade e cuidar dela.

Somente se a pessoa não possui alternativa alguma, por exemplo, nem família nem trabalho, então a Igreja deve dar assistência.

O costume dos fariseus era dar o dízimo de tudo, até das ervas de sua cozinha. Jesus os repreendeu por estarem dando menta como dízimo, mas deixando seus pais sem auxílio financeiro.

O livro de Rute reconta a história da viúva Noemi e sua nora também viúva, Rute.

Refugiadas, sem filhos, e sem recursos em uma terra estrangeira, elas retornam para a cidade de origem da família de Noemi, em Israel.

Lá, elas encontram auxílio recolhendo as sobras dos campos de Boaz, o parente mais próximo que tinham, e que, com o seu direito como “resgatador” se casa com Rute, e a traz juntamente com Noemi pra dentro de sua casa.

Que conceito maravilhoso, o “resgatador!” Para Deus, a primeira linha de responsabilidade para com aqueles em dificuldades financeiras é a Família, não a Igreja, comunidade ou Governo.

Em geral, a cultura judaica ainda funciona assim, e é muito raro encontrar um judeu em estado de pobreza, mesmo nos países mais pobres.

Quando eles imigram para um pais, alguns da família vão primeiro, estabelecem-se, e então, trazem os próximos e os ajudam a se estabelecerem e assim por diante.

Eles podem não ser ricos, mas não passam necessidades e, raramente, dependem de alguém de fora da família. Isso não é só uma questão de inteligência, mas também, são os princípios de Deus sobre a responsabilidade da família sendo aplicados.

No mundo individualista em que vivemos hoje, valorizamos a autoconfiança. Isso não é de todo ruim, mas, nas Escrituras está claro que Deus equilibra independência com responsabilidade da família e da comunidade. A visão moderna sobre Família está contribuindo com a pobreza e ruína econômica dos indivíduos e da comunidade.

Família: a primeira linha de defesa – Justiça

Dt. 21:15-21 pode ser perturbador se estamos lendo em busca da aplicação e não do princípio:

“Se um homem tiver duas mulheres e preferir uma delas, e ambas lhe derem filhos, e o filho mais velho for filho da mulher que ele não prefere, quando der a herança de sua propriedade aos filhos, não poderá dar os direitos do filho mais velho ao filho da mulher preferida, se o filho da mulher que ele não prefere for de fato o mais velho. Ele terá que reconhecer como primogênito o filho da mulher que ele não prefere, dando-lhe porção dupla de tudo o que possui. Aquele filho é o primeiro sinal da força de seu pai e o direito do filho mais velho lhe pertence. Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que não obedece ao seu pai nem à sua mãe e não os escuta quando o disciplinam, o pai e a mãe o levarão aos lideres da sua comunidade, à porta da cidade, e dirão aos líderes: ‘Este nosso filho é obstinado e rebelde. Não nos obedece! É devasso e vive bêbado’. Então todos os homens da cidade o apedrejarão até a morte. Eliminem o ma! do meio de vocês. Todo o Israel saberá disso e temerá”.

Essa passagem não é um ensino a favor da poligamia ou da pena de morte para adolescentes.

Na época em que Moisés a escreveu, as tribos eram polígamas e violentas.

A ordem do “olho por olho e dente por dente” já era um a tentativa de conter o sistema em que eles pagavam violência com mais violência. Deus nunca foi ignorante com relação à realidade do povo que estava discipulando.

Deus é realista. Discipulado leva tempo e um passo dado na direção correta, já é um bom avanço.

Ao estudarmos as escrituras como um todo, vê-se que a monogamia é obviamente o ideal de Deus, mas, naquela época da História, eles eram polígamos e, mesmo dentro daquele sistema indesejado, deveria existir Justiça.

A imensa importância dessa passagem e de outras leis parecidas é que: “todos os membros de uma família tem direitos, sejam homens, mulheres ou crianças” e “todos os membros da família têm a responsabilidade de respeitar e cumprir esses direitos.”

Não há registro nas Escrituras sobre qualquer adolescente rebelde sendo apedrejado.

E não acho que é para se surpreender.

A importante mensagem desse texto é a ênfase na responsabilidade dos pais.

Os pais devem investir tempo e ser responsáveis pela disciplina.

Se isso não estiver adiantando, eles devem então trazer o adolescente para os líderes.

É responsabilidade da comunidade, decidir se os pais fizeram tudo o possível e se o adolescente é realmente incorrigível.

Outra passagem ensina que são os pais que devem liderar a aplicação do castigo.

O princípio não é “adolescentes rebeldes devem, ser apedrejados.”

O princípio que Deus está querendo ensinar aqui é que “os pais são responsáveis pelas ações de seus filhos.”

No livro de Ester, vemos um exemplo maravilhoso de responsabilidade familiar sendo cumprido.

Ester é uma órfã e uma refugiada. Mordecai, seu primo, cria a menina como se fosse sua filha. Ele foi um instrumento essencial para que ela se tornasse a Rainha da Babilônia. Mordecai foi um exemplo de paixão por justiça não somente dentro de sua família, mas também, em sua comunidade. Quando o rei pagão, que mantinha os judeus em exílio, estava correndo o risco de ser assassinado, é Mordecai quem descobre e o avisa sobre a conspiração, salvando a vida do rei. Mordecai então pede que Ester use sua posição de rainha e salve o povo judeu de uma conspiração de genocídio planejada por Hamã, outro líder político. Mordecai vivia pela lei do “ame ao próximo como a si mesmo” e exibia isso cuidando de sua família, do país onde vivia e, finalmente, do seu próprio povo. Ele compreendia que Justiça incluía “amar ao próximo.” O simples fato de ter sido um exemplo disso para apenas um só membro de sua família, Ester, que seguiu seu exemplo, resultou na salvação de uma nação. Jesus diz que todas as leis de Deus podem ser resumidas nesta única sentença: ame a Deus e ame ao próximo como a si mesmo. Tiago chama isso de a Lei do Reino14 e fala que mostrar discriminação na aplicação dessa lei é pecado. O que acontece quando crianças presenciam favoritismo em seus próprios lares? Pais que falam de justiça com os estranhos, mas tratam um ao outro injustamente. Um pastor que prega sobre amor aos Domingos, mas espanca sua mulher em casa. Falamos sobre o amor de Deus pelos perdidos, mas mostramos intolerância por grupos étnicos diferentes ou “tipos” de pecadores. Constantemente criticamos nossos Governos, mas não votamos. Como conseguiremos criar filhos que acreditem e sejam exemplos de Justiça, se nós mesmos não somos exemplos dentro dos nossos lares? Como conseguiremos ter influência em nossas comunidades, se não demonstramos interesse e ação dentro de casa? E claro que não conseguiremos. A Família é a primeira linha de defesa contra a injustiça social e individual.

Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

 

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE X

Família destruidaFamília: a primeira linha de defesa Moralidade

Se somente obedecêssemos apenas um dos mandamentos de Deus, não adulterarás, nós praticamente eliminaríamos:

  • Incesto: em algumas regiões da África do Sul o incesto é responsável por 70% dos casos de abuso sexual.
  • Pedofilia: aproximadamente 10 milhões de pessoas estão envolvidas na exploração de crianças e adolescentes.
  • Aborto: 77% dos abortos foram realizados por mulheres solteiras na Inglaterra e no País de Gales no ano de 2004
  • Doenças sexualmente transmissíveis: a Sífilis atingiu 1500% no Reino Unido e está aumentando.
  • Estupro: mais de 51% dos estupros no Reino Unido são cometidos contra crianças e adolescentes abaixo dos 16 anos de idade.

Não é impressionante?

Hoje, nós cristãos ficamos chocados com a imoralidade sexual.

Mas, na Bíblia, Deus parecia já tomar por certo que essas coisas aconteceriam.

As Escrituras parecem não ter medo de admitir que os seres humanos iriam querer praticar sexo com quase tudo e todos.

Por que outra razão haveria a longa lista em Deuteronômio e Levítico sobre com quem e com o que não se deve ter relacionamento sexual?

Devemos ter adquirido em algum lugar qualquer a ideia de que moralidade sexual é a norma e os desvios, as exceções.

Deus demonstra pensar exatamente ao contrário, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Dê uma olhada nesta passagem:

Lv. 18:5-24 “Obedeçam aos meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles. Eu sou o SENHOR. Ninguém poderá se aproximar de uma parenta próxima para se envolver sexualmente com ela. Eu sou o SENHOR. Não desonre o seu pai, envolvendo-se sexualmente com a sua mãe. Ela é sua mãe; não se envolva sexualmente com ela. Não se envolva sexualmente com a mulher do seu pai; isso desonraria seu pai. Não se envolva sexualmente com a sua irmã, filha do seu pai ou da sua mãe, tenha ela nascido na mesma casa ou em outro lugar. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; isso desonraria você. Não se envolva sexualmente com a filha da mulher do seu pai, gerada por seu pai; ela é sua irmã. Não se envolva sexualmente com a irmã do seu pai; ela é parenta próxima do seu pai. Não se envolva sexualmente com a irmã da sua mãe; ela é parenta próxima da sua mãe. Não desonre o irmão do seu pai aproximando-se da sua mulher para com ela se envolver sexualmente; ela é sua tia. Não se envolva sexualmente com a sua nora. Ela é mulher do seu filho; não se envolva sexualmente com ela. Não se envolva sexualmente com a mulher do seu irmão; isso desonraria seu irmão. Não se envolva sexualmente com uma mulher e sua filha. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou com a filha da sua filha; são parentes próximos. E perversidade. Não tome por mulher a irmã da sua mulher, tornando-a rival, envolvendo-se sexualmente com ela, estando a sua mulher ainda viva. Não se aproxime de uma mulher para se envolver sexualmente com ela quando ela estiver na impureza da sua menstruação. Não se deite com a mulher do seu próximo, contaminando-se com ela. Não entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque. Não profanem o nome do seu Deus. Eu sou o SENHOR. Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante. Não tenha relações sexuais com um animal, contaminando-se com ele. Mulher nenhuma se porá diante de um animal para ajuntar-se com ele; é depravação. Não se contaminem com nenhuma dessas coisas, porque assim se contaminaram as nações que vou expulsar da presença de vocês”.

Resumindo:  “não tenha relações sexuais com ninguém a não ser sua esposa.”

Mas, Deus está definindo o que Ele quer dizer com a palavra adultério e enfatizando a destruição que a imoralidade causa, principalmente na família.

Deus só está realçando que a imoralidade sexual dentro da Família causa várias vítimas – os dois envolvidos no ato sexual e as famílias que os cercam.

Atualmente, nós da comunidade religiosa parecemos dar ênfase à devastação da prostituição e da homossexualidade enquanto que praticamente ignoramos o adultério, o abuso sexual, e o incesto, que estão igualmente desenfreados.

Eu nunca ouvi um sermão sobre incesto ou estupro e o impacto que causam na sociedade.

Não estou argumentando aqui que deveríamos desculpar qualquer comportamento sexual destrutivo.

Estou simplesmente dizendo que paramos de ver, pela perspectiva de Deus, a gravidade dessas questões.

Não levamos tão a sério o divórcio e o adultério, mesmo na igreja.

Como podemos criar filhos que irão resistir ao ataque sexual do mundo se eles não veem moralidade em seus lares?

Como podemos ter filhos confiantes e corajosos para enfrentarem o mal, quando tantos segredos de família comunicam uma mensagem contrária ao que Deus diz?

Não devemos nos chocar com as coisas que Deus já previa que iria acontecer?

E se não ensinarmos nossos filhos em casa a amarem e respeitarem seus corpos e a verem o sexo como um ato sagrado de Deus dentro da aliança do casamento, quem os ensinará?

Por favor não pense que eles não irão descobrir o sexo até que “seja hora.”

Quando estivermos atacando os programas das escolas e do Governo que ensinam sobre conduta sexual, vamos nos lembrar de que Deus deu aos pais a responsabilidade de ensinarem e de serem exemplo desses princípios aos seus filhos.

Se eles não fizeram, alguém o fará. Deus quer que esse dever seja seu.

  Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE IX

Família: a primeira linha de defesa Valores (Educação)

FamíliaUma das primeiras coisas que me chamou a atenção no estudo sobre a Família foi a ênfase dada ao tempo que pais e filhos tem que passar juntos e como esse tempo deve ser usado.

Vez após vez, você encontra frases como: quando você caminhar, se deitar, se levantar,” quando você se sentar, escreva (a Palavra) nos batentes das portas da sua casa e em seus portões-“.

Essas são instruções dadas aos pais sobre como ensinar aos seus filhos os princípios de Deus para todas as áreas da vida, e sobre ser um exemplo de como esses princípios devem ser vividos diariamente.

As Escrituras, não só reforçam a responsabilidade e a autoridade dos pais, mas mostram que o envolvimento do Governo e da Igreja no discipulado inicial das crianças deve ser praticamente ausente.

Ouvimos sempre muita reclamação sobre a falta de responsabilidade das nossas escolas, igrejas, e da indústria de entretenimento quanto a ensinar bons princípios às nossas crianças, mas, essa responsabilidade Deus deu aos pais e não a eles.

Não estou querendo defender a imoralidade, a violência e as drogas.

No entanto, ao culparmos a indústria de entretenimento, o Governo, as escolas, as ruas e as armas pelos problemas das crianças, não estamos vendo as coisas como Deus vê.

Estamos dizendo, na essência: “tornem o mundo mais seguro para que meus filhos estejam seguros.” Isso está longe da perspectiva bíblica da realidade. Deus diz:

— Para que seus filhos andem seguros em um mundo inseguro, ensinem e sejam exemplos do que eles precisam saber e entender. O pecado é real e estamos cercados pela maldade. Ensinem seus filhos a escolher o bem ao invés do mal!

Percebemos nas Escrituras que isso leva tempo, e que pais e filhos então estarão fazendo as coisas juntos e usando todas as oportunidades para discutirem como a perspectiva de Deus sobre a vida está relacionada com o nosso cotidiano.

Será que podemos esperar que nossos filhos levem esses princípios a sério, se não os virem nas vidas de seus pais?

Quando chegam à idade escolar, as crianças já sabem, pela maneira como seus pais vivem, se honestidade, justiça, integridade, coragem e se outros atributos de caráter são ou não importantes.

Claro que a escola, os professores, os pastores, a escola dominical, amigos e a cultura podem ter grande influência, mas o lar é a influencia principal na formação da criança e, aos olhos de Deus, claramente, a mais importante.

E a perspectiva de realidade que as crianças usarão para interpretar todas as outras influências que terão em suas vidas.

  Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Continuaremos…

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE VIII

Família orandoFamília: a raiz de todas as culturas

Ao acompanharmos o desenvolvimento do homem através da narrativa de Gênesis, nós podemos observar que características peculiares a certos indivíduos começam a se fortalecer e a se multiplicar em suas famílias.

E então, conforme a família cresce, essas mesmas características se amplificam na tribo, na nação e na cultura.

Veja por exemplo a tendência de Abraão de ser manipulador, às vezes, até desonesto, especialmente no que se refere às mulheres da família.

No capítulo 12 de Gênesis, para se proteger, Abraão engana o faraó sobre a natureza de seu relacionamento com Sara.

Apesar das promessas de Deus no capítulo 15, Abraão se deixa convencer a ter um herdeiro através de uma concubina e então se inicia a história dos ancestrais de Ismael (Capítulo 16).

No capítulo 20, Abraão novamente enfrenta perigo e mente a Abimeleque sobre sua esposa.

Isaque nasce e se casa com Rebeca e no capítulo 26, também para proteger sua vida do perigo, repete a característica familiar mentindo sobre a natureza de seu relacionamento com sua esposa.

Jacó então entra na história e, com o auxílio de sua mãe, engana Isaque com relação à sua identidade para poder roubar a benção de Esaú.

Jacó então foge para a casa de parentes em Padã-Arã, onde conhece sua parceira na família de seu tio e futuro sogro, Labão.

Daí, começa-se uma guerra entre Jacó e Labão. Os dois passam 21 anos tentando ver quem saía ganhando mais na questão sobre Raquel.

Dá para começar a perceber a repetição e a ampliação do padrão de pecado?

Quando Jacó foge de Labão e instala sua pequena tribo em Siquém, vícios pessoais de caráter, os quais tinham se tornado traços familiares destrutivos, explodem em um desastre tribal.

No capítulo 34, a filha de Jacó é violentada pelo Príncipe de Siquém, que sente remorso e, na verdade, ama Diná e é amado por ela.

Os filhos de Jacó, em nome da honra da família e das muitas riquezas adquiridas, enganaram e, por fim, assassinaram todos os homens da tribo siquémita.

Um traço de caráter faz seu percurso, torna-se parte da identidade cultural e resulta em genocídio.

Essa característica de traição se aloja na família até José, levando Israel ao Egito para 400 anos de exílio e escravidão.

Por sua vez, José também se depara com muitas oportunidades de enganar ao ser tratado com injustiça por Potifar e sua mulher, pelo copeiro, pelo padeiro e, finalmente, com muita tentação, pelos seus próprios irmãos.

Mas, ele se recusa a enganar e é usado por Deus para salvar sua família, sua tribo, e a nação que o hospedava, de um grande período de fome.

Claro que Deus nos ensina diversas coisas em Gênesis, mas, com certeza, um dos temas principais é a influência de indivíduos nas famílias, das famílias nas comunidades, e finalmente, das comunidades nas tribos.

O discipulado das nações começa em casa!

 Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

 

LÍDERES SARADOS, FAMÍLIA RESTAURADA, IGREJA FORTALECIDA – PARTE VII

Gen 1:26  E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.

Gen 1:27  Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Familia

Gen 1:28  Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

“Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o SENHOR, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá.” Dt. 5:16.

“Guardem no coração todas as palavras que hoje lhes declarei solenemente, para que ordenem aos seus filhos que obedeçam fielmente a todas as palavras desta lei. Elas não são palavras inúteis. São a sua vida.” Dt. 32:46-47.

De todas as categorias do Reino de Deus, a família é provavelmente a mais discutida e estudada pelos cristãos. Chegamos ao ponto de basearmos nossas plataformas políticas em “valores da Família” e, ainda assim, o índice de divórcios continua subindo. E não há uma diferença significativa entre a população cristã e a não-cristã. Por quê? O poder de Deus consegue nos salvar e não consegue restaurar nossas famílias?

Na palavra de Deus encontramos ensino para a família em todas as áreas. Eles falam sobre casamento, filhos, parentes, conflitos, conduta sexual, herança, Família e Finanças, Família e Justiça, Família e Educação e muito mais.

A influência da Família está em tudo e em todos. Dizem que, quando chegamos aos 4 anos de idade, já definimos 80% da nossa visão da vida. Ao começar a frequentar a escola, nós já sabemos se somos bons ou ruins, se o mundo é um lugar seguro ou perigoso, se somos inteligentes ou estúpidos e se devemos confiar ou ter medo das pessoas. Teremos aprendido uma estratégia de viver de fazendo perguntas ou construindo defesas. Já saberemos se um desafio é algo excitante ou perigoso. Ininterruptamente, iremos continuar a avaliar a vida e o mundo em que vivemos através desta perspectiva que desenvolvemos da realidade. De acordo com a nossa atual terminologia cristã, poderíamos dizer que nós adquirimos a maior parte da nossa cosmovisão antes até de começarmos a frequentar a escola. Em outras palavras, durante os primeiros 4 anos de vida, nossos pais e o ambiente do lar nos dão a definição de realidade que iremos usar pelo resto de nossas vidas.

Na primeira infância, entre 1 e 2 anos aprendemos por repetição; precisamos de afeição; o importante é o exemplo.

Já na segunda infância, entre 3 e 6 anos, aprendemos pela experimentação, pela descoberta; é a idade de estimular a cooperação, muito importante de ser aprendida aqui nesta fase.

Na terceira infância, entre 7 e 12 anos, a curiosidade e a exploração são os interesses dominantes, Aprendem a pensar por si.

Um exemplo impressionante dessa influência da Família é o cenário cultural da Nova Zelândia. A população dessa pequena ilha é dividida entre os povos indígenas Maori e os imigrantes europeus. De muitas maneiras, a vida cotidiana da Nova Zelândia é integrada nas escolas, lojas, transporte, notícias, mídia e entretenimento, vestuário e esportes. No entanto, a cultura dos Maoris e dos Europeus na Nova Zelândia é tão diferente, que parece que eles vivem em lados opostos do mundo. Como isso é possível? Onde esses valores e perspectivas tão diferentes da realidade são aprendidos? Em casa! Com a família! Praticamente sem querer.

Numa época em que nos concentramos em quase tudo menos na família – filmes, TV, música, escola, amigos – Deus coloca seu olhar diretamente sobre a Família, elegendo-a como a influência mais importante na Sociedade. A visão bíblica geral nos deixa com um enorme senso de que, para Deus, a Família é sagrada e é o alicerce mais importante de tudo o que Ele criou. A Família é responsável pelo atributo mais precioso para ele: o Amor! Não é a toa que ela é tão atacada.

Cântico dos Cânticos

Poucos assuntos ganharam um livro inteiro na Bíblia: o amor e a antecipação ao casamento são alguns deles. Quando Deus dá tanta atenção a alguma coisa, temos que fazer o mesmo. Cântico dos Cânticos celebra os entusiasmantes altos e baixos das emoções do amor e da antecipação de sua expressão física no casamento. Os cristãos são acusados de terem uma visão limitada sobre o sexo, mas, Deus demonstra claramente que sexo á uma ideia boa. Esse livro é uma demonstração da alegria, conforto e prazer do casamento. Não é celebrado somente pela noiva e pelo noivo, entretanto, pelos seus amigos e comunidade como um todo. A mensagem não poderia ser mais clara: o Amor é uma coisa boa. O casamento é uma coisa boa. Sexo é uma coisa boa. E família é uma coisa boa.

Os capítulos primeiro e segundo de Gênesis preparam o cenário para a importância dos homens e mulheres trabalharem juntos. Deus disse que precisa tanto do homem como da mulher para a revelação completa da Sua imagem e os abençoa, fazendo da família, a Sua principal estratégia para encher a Terra com a revelação de quem Ele é.

Gn. 1:27-28 “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”.

No capítulo terceiro, podemos ver que o inimigo de Deus tem um plano diferente. Em primeiro lugar, ele quer ver a separação entre o homem e Deus e, em segundo lugar, quer criar hostilidade e desconfiança entre o homem e a mulher.

Esses devastadores resultados disso podem ser vistos hoje, quando vemos a Família, uma criação tão sagrada de Deus, virando um campo de guerra em todas as sociedades do mundo.

Homens divorciados têm oito vezes mais chances de sofrerem uma doença mental.

Lares destruídos produzem um grande número de sociopatas com pouco ou nenhum respeito pela sociedade.

Ruína financeira e pobreza seguem os divórcios e a próxima geração é mutilada antes mesmo de ter uma chance.

Essas são as mas notícias com relação à Família.

Quais são as boas notícias?

Qual foi a intenção de Deus na criação?

Ao continuarmos lendo Gênesis, vemos que Deus destaca a origem do cosmos, do indivíduo, da família, das tribos, e finalmente a origem das nações.

A idolatria ocidental ao individualismo praticamente cegou o nosso entendimento bíblico quanto à importância da Família e da comunidade.

A maioria dos atributos de Deus não pode ser vista ou ensinada isoladamente.

A ideia de que viver completamente sozinho seria o paraíso   e até pode parecer poética, mas é estéril.

Você não pode expressar amor, justiça, amizade, generosidade e sabedoria se você estiver sozinho em uma ilha.

As idéias e as características mais fantásticas de Deus são reveladas ao vivermos juntos.

Começamos a aprender esses atributos nas nossas famílias.

Continuaremos no próximo post.

 Ref.: COPE, Landa. O modelo social do Antigo Testamento. Editora Vida.

Líderes sarados, Família restaurada, Igreja Fortalecida – Parte IV

Nascer de novoPrimeiro é necessário nascer de novo

 Muitas pessoas se dizem cristãos e de fato não o são. Conhecem Jesus de ouvir falar mas nunca experimentaram da presença dele nas suas vidas. Às vezes, até mesmo experimentaram curas e milagres mas não nasceram de novo.

Não conseguem entender que:

 … nossa luta não é contra o sangue e a carne e, sim, contra os principados e potestades, contra dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal ( Efésios 6:12)

 Eles não tem o Espírito Santo, por isso não entendem. É ele que dá o entendimento.

 O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito; Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo ( João 3:6-7)

 Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (João 3:3)

 O novo nascimento é o início do processo de transformação buscando à semelhança de Cristo. Nascemos de novo em espírito e precisamos ser restaurados e disciplinados segundo os princípios da Palavra de Deus.