Yad Vashem – Começando o curso

Depois de uma boa noite de sono, acordamos e tomamos um belo café da manhã. Como era Shabbat quase tudo estava fechado em Jerusalém. Assim, foi um tempo precioso para encontrar os colegas de outros países que iam chegando aos poucos.

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Maria Isabel, Melissa e eu

Nosso almoço foi muito divertido com a incrível Maria Isabel, nossa companheira vinda do México. Maria Isabel ensina teatro para crianças em Tabasco. Alegre, com um coração super sincero, ela anima o ambiente. Conversamos bastante, depois descansamos e já era hora de encontrar mais colegas de curso que estavam chegando.

mais gente

E encontramos Katerine vindo do Peru, Ketlin da Costa Rica e Juan Inácio vindo da nossa vizinha Argentina. Foi um tempo agradável, quando compartilhamos um bom chimarrão trazido por Juan Inácio porque estava frio, viu!!!

Como nosso curso começaria com um jantar a noite fomos dar algumas voltas por Jerusalém. Nossa primeira aventura foi seguir a Av. Jafa direto até a cidade velha. Eu, Genarina (Panamá), Melissa (Brasil), Maria Isabel (México), Anatolio (Panamá) e Juan Manuel (Argentina) – na foto que eu tirei. Almoçamos num restaurante de trabalhadores onde não se falava nada além de Hebraico e tivemos ajuda de um Cliente que sabia um pouco de inglês e nos auxiliou com os pedidos. Voltamos ao hotel de trem – muito bom andar naquele trem, viu (olha a mineira falando) e tratamos de nos arrumar para o jantar com a Eliana Rapp, diretora do Yad Vashem.

Acima uma foto do Jantar com Katerine (Peru), Ana Cláudia (Também do Brasil) eu, Gisela (cabelo curto, de costas – Uruguai) e Roxana (Argentina). Em pé, fotografando, está a Miryam, esposa do Pedro (Uruguai). Foi um tempo de apresentações, dinâmicas, entrega de material. E o grupo começava a se conhecer, compartilhando os objetivos de cada um para este período em Jerusalém.

E depois do jantar, descansar porque as aulas começavam no outro dia bem cedo.

Beth Alves

A viagem para Israel

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Jerusalém a noite

Foi um grande presente de Deus poder retornar a Israel depois da primeira viagem, há seis anos atrás. O meu coração, desde o ano passado, já estava saudoso demais, uma nostalgia só. Como uma filha com saudades da casa dos pais, era exatamente assim que eu me sentia.

Então, em setembro recebi o convite da Universidade Presbiteriana Mackenzie para um curso de Arqueologia Bíblica em Jerusalém, mais precisamente na Universidade Hebraica. Quatro mil dólares. Não dava pra mim. Sem chance… Fiz como Maria, guardei o desejo em meu coração e segui em frente.

Em outubro, recebo uma mensagem no facebook. Uma amiga postou um link da seleção do Yad Vashem para um seminário sobre o Holocausto. Detalhe: a seleção era para uma bolsa de estudos – toda a parte terrestre gratuita. Não pensei duas vezes, baixei os formulários, preenchi e enviei junto com meu currículo. E mais uma vez guardei tudo no meu coração.

Cheguei a compartilhar com meus alunos de Hebraico as duas seleções das quais eu estava participando: a do Yad Vashem e a do Mestrado. E as respostas vieram, pontualíssimas.E assim, no dia 28 de outubro fiquei sabendo que eu iria para Israel, fazer o curso “Memória do Holocausto e os dilemas de suas transmissão” no Yad Vashem – Escola Internacional para Estudo do Holocausto. No dia 3 de novembro a resposta também positiva com relação ao Mestrado.

Aí começou a correria: passagem, passaporte e recursos. Fui grandemente abençoada pelos meus alunos, que contribuíram para que eu pudesse viajar, me sustentando em oração e contribuindo financeiramente. Sou muito grata a cada um deles.

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Eu, Ana Claudia e Melissa, já no Yad Vashem

E o dia da viagem chegou – 31 de dezembro de 2016. ainda no Aeroporto de Guarulhos conheci Ana Cláudia e Melissa, as duas colegas brasileiras do curso. As duas são de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Foram encontros preciosos.

Embarcamos cada uma num voo diferente, sendo que fui a última a deixar o país.

E aí  minha nova aventura começou….

(continua…)

Beth Alves