E essa tal maturidade…

criançaLEITURA BÍBLICA:  Hebreus 5:12 – 6:3

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1 Coríntios 13:11)

Quando temos filhos pequenos ensinamos através do exemplo e da repetição. Quantas e quantas vezes repetimos “vai escovar os dentes” ou “não pode isso, não pode aquilo” ou “põe este agasalho” ou “coloque no prato apenas a comida que vai comer” e tantas outras coisas. Fazemos isso porque nossos filhos são crianças e precisam aprendem o básico, eles ainda não têm experiência e é nossa responsabilidade contribuir para a formação deles.

Mas quando nossos filhos vão avançando, vão adquirindo experiências, nossas falas vão mudando, a cada época da vida deles um ensino diferente. Significa que naquilo que ensinamos eles já adquiriram experiência e por meio dela veio o aprendizado. Não dá mais pra ficar falando na cabeça do filho de 18 anos que ele “precisa escovar os dentes”, não é mesmo?

Da mesma forma que agimos om nossos filhos, o ensino da Palavra de Deus tem etapas. O texto de Hebreus fala que primeiramente se ensina os princípios elementares da nossa fé, que devemos aprender, experimentar e saber. E quem sabe, em seguida ensina. O autor de Hebreus retrata uma situação diferente: mesmo sendo ensinado por muito tempo nos princípios elementares na base da nossa fé, o povo continuava agindo como se não soubesse, como crianças naqueles aspectos.

Vivenciamos isso com muita clareza nos nossos dias e em nossas comunidades. Cada dia vemos mais crianças na fé que, infelizmente, não suportam o alimento genuíno, forte que as Escrituras nos proporcionam. Vivem do que ouvem de homens e não da pureza e clareza da Palavra de Deus. Tão confusos!!!

E lembrando que maturidade significa a conquista do equilíbrio, estabilidade e da sabedoria: que pressupõe a finalização de um processo de vivência e conscientização de aspectos que chegaram ao nível da acomodação interior, ela não tem necessariamente que estar ligada à idade. Está ligada à experiência, à prática.

Não adianta querer mudar o curso das coisas sem que aja transformação das atitudes erradas, mas sem autoconhecimento a maturidade torna-se inatingível. Não existe ingrediente mágico pra isso!

Vou usar uma expressão de minha amada mãe para terminar: “é no balanço da caroça que as abóboras se ajeitam” – neste ajeitar não dá pra sair sem alguns arranhões, certo?